Artur Luiz Andrade   |   24/06/2008 21:34

Anac proíbe metade da frota da VarigLog de voar

Anac proibe metade da frota da VarigLog de voar A Agencia Nacional de Aviacao Civil (Anac), segundo noticiou a Agencia Brasil, orgao de noti

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo noticiou a Agência Brasil, órgão de notícias do governo federal, proibiu metade da frota da transportadora aérea de cargas VarigLog de voar, alegando falta de segurança dos aviões. Após realizar uma inspeção não-programada no centro de manutenção da empresa, em Guarulhos (SP), técnicos da Superintendência de Segurança Operacional do órgão encontraram problemas em seis das 12 aeronaves em operação. A VarigLog, vale ressaltar, nada tem a ver com a nova Varig, agora do grupo Gol, ou mesmo com a Flex (a velha Varig ou Nordeste).

De acordo com a assessoria da Anac, desde a última sexta-feira (20) estão impedidos de voar um DC 10; dois MD 11; dois Boeing 727 e um Boeing 757. Além da manutenção das aeronaves ter sido feita em oficinas que, apesar de homologadas pela Anac, não estão credenciadas para fazer o tipo de serviço exigido, um dos aviões estava com o seguro obrigatório vencido.

A empresa ficará impedida de utilizar qualquer um dos seis aviões até que corrija os problemas encontrados e submeta as aeronaves a nova inspeção dos técnicos da Anac. Procurada pela Agência Brasil, a VarigLog preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Em 2005, o antigo grupo Varig vendeu a VarigLog para a Volo do Brasil - consórcio composto pelo fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson e por três empresários brasileiros: Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel.

Em 1º de abril deste ano, o juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, afastou os três brasileiros da administração da empresa, determinando que a Volo Logistics, controlada integralmente pelo Matlin Patterson, assumisse a gestão da VarigLog.

Como o Código Brasileiro de Aeronáutica proíbe estrangeiros de ser proprietários de mais de 20% das ações de uma companhia aérea nacional, o juiz determinou que a empresa buscasse, em 60 dias, uma nova composição societária. O prazo venceu no último dia 30 de maio, e a Anac então notificou a empresa da irregularidade, dando mais 30 dias para que a VarigLog regularizasse a situação.

Por intermédio do escritório de advocacia Teixeira Martins & Advogados, a VarigLog apresentou recurso pedindo que a decisão fosse reconsiderada. O escritório pertence a Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado pela ex-diretora da Anac Denise Abreu de ter usado de sua influência para favorecer a VarigLog na compra da Varig, em julho de 2006. No entanto, Teixeira nega qualquer interferência na transação.

O recurso da VarigLog foi julgado esta tarde pelos diretores da Anac, que se reuniram no Rio de Janeiro. A decisão do colegiado, no entanto, não foi divulgado, já que, segundo a assessoria da agência, o parecer será divulgado no Diário Oficial da União nos próximos dias.



*Fonte: Fonte: Agência Brasil

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Sobre o autor

Artur Luiz Andrade é editor-chefe da PANROTAS, jornalista formado pela UFRJ e especializado em Turismo há mais de 30 anos.