Abear e os pleitos para ser “motor da aviação nacional”

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Renato Machado
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear
BRASÍLIA – A presença da Abear no seminário “Desafios da Aviação”, promovido nesta quarta-feira pela CNC, direcionou o debate na figura de seu presidente, Eduardo Sanovicz. Em sua fala inicial, o dirigente apresentou números da indústria para reforçar o impacto econômico que ela tem e pediu para que o setor não seja um empecilho, “temos que ser um motor para o setor aéreo”.

Acompanhado da citação aos 110 milhões de passageiros domésticos e internacionais em 2016, das 2,7 mil decolagens diárias e dos 70 destinos conectados diretamente ao Brasil, Sanovicz mostrou a queda no valor real das passagens (hoje com média em R$ 323,62) e a importância do setor – responsável por 3,1% do PIB nacional (efeito direto, indireto, induzido e efeito-renda).

Reflexo positivo, mas que poderia ser ainda melhor com uma aviação nacional que brigasse em pé de igualdade com as rotas internacionais. “O Brasil é o único país do planeta que cobra tributo regional sobre o querosene da aviação. Os voos internacionais são isentos, por conta dos acordos internacionais que nós temos”, comenta. “Este é um custo que recai sobre o sistema, portanto sobre os passageiros no final, que compromete a competitividade da aviação e impede que a trajetória de queda de preços que a gente viu nos últimos 15 anos siga.”

A principal luta de Sanovicz à frente da Abear é pelo fim do teto de ICMS no querosene de aviação. “Não é que a gente não gosta de pagar imposto”, pontua, para concluir: “é o único tema hoje em discussão na república que pode recuperar quase toda a malha que foi perdida em 2016”. “Os 12% (atuais) deixa o Brasil mais perto do ambiente internacional, que é zero, e 12% viabiliza um conjunto de voos sem que ninguém precise tomar novas iniciativas.”
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