Ramo de serviços perdeu 24% de receita em ano de crise

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Divulgação/ Pixabay Volta Max
Cerca de 304 mil empregados foram demitidos por causa da crise, segundo IBGE
Cerca de 304 mil empregados foram demitidos por causa da crise, segundo IBGE

O IBGE divulgou na última sexta (22) a Pesquisa Anual de Serviços 2015, coletânea do rendimento desse setor da economia no período em que a crise econômica mais se agravou. Rompendo com sete anos de crescimento, o primeiro ano da crise atual teve R$ 1,4 trilhão de receita operacional líquida para os ramos de serviços (excetuando os serviços financeiros), uma queda de 24% em relação ao ano anterior.

No mesmo ano, o número de postos de trabalho caiu 2,3%, ou seja, mais de 304 mil empregados foram demitidos por causa da crise só nas empresas de serviços. Ainda segundo o IBGE, o segmento de transporte e serviços auxiliares, responsável pela maior parte da receita operacional líquida do setor, teve uma queda de 4,2% em 2015, agravando esse quadro.

Segundo o gerente da pesquisa, Luiz André Paixão, o cenário econômico teve forte impacto, principalmente, nos postos de trabalho ligados ao recrutamento de profissionais. “Com menos empresas produzindo, você precisa menos de pessoal de apoio”, afirmou Paixão, se referindo a queda da quantidade de empresas, que matinha uma trajetória de ascensão desde 2007, com mais de 780 mil estabelecimentos contabilizados pelo IBGE. Como as outras áreas, o setor também caiu em 2015, finalizando com uma receita de cerca de R$1.4 trilhão, queda de 2,38%.

Por outro lado, a deterioração no mercado de trabalho impulsionou as atividades de ensino continuado, que teve um crescimento de 8,7% em sua receita operacional líquida. De acordo com a instituição, o aumento do desemprego levou as pessoas a investirem mais em qualificação profissional.

Os trabalhadores do setor de serviços recebiam um salário médio mensal de R$ 1.911 em 2015, o que significa uma redução de 4,6% no rendimento médio mensal. Os melhores salários foram apontados nos serviços de comunicação e informação (R$ 3830,64) e os piores nos prestados principalmente às famílias (R$ 1177,76).
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