Após anos de crise, Turismo egípcio aponta recuperação

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As receitas turísticas do Egito quase triplicaram nos últimos três meses do ano fiscal, encerrado em junho, contribuindo para marcar mais um passo na recuperação econômica do país. De acordo com informações do Banco Central Egípcio, somente a receita de Turismo obteve um crescimento de US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, um valor US$ 510 milhões superior ao obtido no mesmo período do ano passado.

Em relação ao acumulado do ano, as receitas cresceram 16% e chegaram a um total de US$ 4,4 bilhões. Já as remessas de trabalhadores cresceram 9% no quarto trimestre fiscal, totalizando US$ 4,8 bilhões, e subiram 2%, o que demarcou um montante de US$ 17,4 bilhões, durante a ano. Os dados são mais uma evidência de uma melhora gradual mas finanças externas do Egito desde novembro do ano passado — momento em que o governo egípcio deu início a um programa econômica que inclui medidas como corte de subsídios e gastos públicos, a fim de garantir um empréstimo do FMI em US$ 12 bilhões.

A indústria turística do país se recupera lentamente, visto a imagem negativa que recebeu após a queda de um avião russo em 2015, o que levou a Rússia e outras nações a proibirem algumas operações aéreas para a região. Apesar disso, somente o Turismo empregou mais de 773 mil pessoas no último ano (o que corresponde a 2,9% da força de trabalho formal do país), segundo dados do Conselho Mundial de Turismo. Em contrapartida, o número de pessoas que se beneficiam do setor de maneira indireta é muito maior.

Embora a perspectiva seja positiva, a receita ainda é inferior aos US$ 11,6 bilhões obtidos até meados de 2010 — poucos meses antes da deposição do ditador Hosni Mubarak e que desencadeou um ciclo de instabilidade financeira e política no país. Dentre as atuais medidas de austeridade, o Banco Central egípcio elevou as taxas de juros em 700 pontos base, ou cerca de sete pontos percentuais, desde novembro a fim de conter a inflação. Como resultado, as medidas ajudaram a atrair em US$ 40 bilhões em investimentos e transferências do exterior.


*Fonte: Skift

conteúdo original: http://bit.ly/2fKHjly
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