Antonio R. Rocha   |   24/10/2013 17:42

"Para o turista de férias, está caro voar", diz Falco

O presidente da CVC, Luis Eduardo Falco, aproveitou a 72 Reunião Extraordinária do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), realizada em Natal na tarde desta quinta-feira, repara externar sua preocupação com o futuro do Turismo no Nordeste.

O presidente da CVC, Luis Eduardo Falco, aproveitou a 72 Reunião Extraordinária do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), realizada em Natal na tarde desta quinta-feira, repara externar sua preocupação com o futuro do Turismo no Nordeste. Pena que falou para apenas oito secretários. “Sem desoneração do aéreo, vai ficar difícil”, avisou.
Falco se refere ao alto custo do querosene da aviação, que representa 40% do custo da passagem aérea e cujo ICMS, que varia entre 17% e 25% (depende do Estado), segundo sua proposta, pode ser zerado no caso de novos voos charteres para a alta temporada.

A ideia, reforça o presidente da CVC, é que haja uma sensibilidade governamental para a ampla desoneração. “A partir do momento em que caia o ICMS do querosene da aviação, as operadoras podem colocar mais voos fretados, e com preços mais competitivos, já que a economia da empresa será na faixa de 15% a 20%”, comenta.

Falco lembra que não se trata de renúncia fiscal, pois é uma desoneração de algo que não existe ainda. É incentivo para novos negócios. Ele enfatiza que, no caso, os benefícios seriam voltados exclusivamente para voos fretados na alta temporada, beneficiando o turista de lazer.

CUSTO BRASIL
“Precisamos sair da armadilha do custo Brasil. Para o turismo de férias, está muito caro voar. Você imagina que um aumento de R$ 100 no bilhete significa incremento de R$ 400 para o consumidor, pois estamos falando de viagens de família”, ressalta.
O presidente da CVC diz que optar por viajar ao Exterior é algo legítimo e que não se pode mexer no mercado. Uma coisa, porém, diz ele, é oferecer pacotes para o Exterior. Outra coisa é “jogar o turista para fora do País”, o que, segundo ele, vem acontecendo, a partir dos preços praticados pelas aéreas.

Falco lembra que em 1990 o mercado comportava uma média de 200 voos charteres a cada final de semana. “Foi isso que levantou o Nordeste. A partir de então houve um boom na hotelaria, criaram-se novos passeios e o Nordeste se consolidou como destino.”

O presidente da CVC comenta que, na verdade, não é propriamente o exterior quem tira turistas do Nordeste. “O maior concorrente é a praia de Santos. Com os pacotes caros para o Nordeste, as famílias alugam apartamentos no litoral paulista e acomodam até dez pessoas no mesmo espaço”, conclui.

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