Com Brand USA ameaçado, trade se une: "bem-vindos"

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O trade norte-americano está fazendo de tudo para combater medidas impostas pelo presidente Donald Trump em relação ao Turismo. Além da sugestão de veto de visitantes de países de maioria muçulmana e proibição de dispositivos eletrônicos em voos de determinados aeroportos, a possível extinção do Brand USA e o endurecimento das relações com Cuba fragilizam ainda mais a situação. Aproximadamente dez dias antes do início da maior feira de Turismo do país, o IPW, a entidade organizadora do evento, US Travel Association, tenta amenizar a situação com buyers do mundo inteiro ao enviar a mensagem de boas-vindas.

Emerson Souza
Roger Dow, presidente da US Travel Association
Roger Dow, presidente da US Travel Association
"A associação, os destinos e todo restante da indústria são contrários a essas medidas com uma palavra: bem-vindos. Entendemos que medidas como essas denegriram a imagem dos Estados Unidos para com o resto do mundo", aponta comunicado da US Travel Association. "Do Havaí à Costa Leste, destinos e empresas estão se esforçando para enviar mensagens originais que reflitam suas reais personalidades e espalhem as boas-vindas a visitantes internacionais. Nova York, São Francisco, Wyoming, Seattle, Los Angeles e outros iniciaram um movimento para atrair toda indústria e engrossar o coro dizendo 'bem vindos, queremos sua visita'."

Toda essa atmosfera será sentida no 49º IPW, de 3 a 7 de junho, em Washington D.C., garante a organização. Serão mais de 1 mil profissionais de 70 países, entre compradores e imprensa, sem contar os expositores, estritamente locais. "Junto com nossos parceiros do Brand USA, vamos abastecê-los com informações preciosas e mostrar que os Estados Unidos estão abertos aos negócios."

IMPRENSA

A imprensa norte-americana especializada em Turismo também resolveu intervir. Um dos principais portais do segmento, o Travel Mole lançou comunicado de que seu diretor, Graham McKenzie, gostaria de se reunir com o presidente Donald Trump para que ele não acabe com o Brand USA.

"Graham tuitou que pretende se reunir com o homem mais poderoso do mundo para dizer que estará em Washington D.C. para o IPW, e gostaria de encontrá-lo", aponta comunicado. "Como um estrangeiro vou explicar por que isso é ruim para os Estados Unidos. Esse é um assunto de suma importância. Gostaria que todos na indústria replicassem essa mensagem para compartilhar com a mídia global. Tenho esperança de que se isso viralizar, ele não terá desculpa para não ir à reunião."
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