Varejo do Rio já gastou R$1 bilhão em segurança

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Fernando Frazão/Agência Brasil
O Rio de Janeiro vive segundo dia de guerra entre traficantes e polícia pelo controle do complexo da Rocinha. Obrigado a fechar suas portas, o comércio da região lida com um quadro de segurança delicado. A pesquisa “Gastos com segurança em estabelecimentos comerciais”, do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio), analisou o impacto que a violência urbana tem sobre os estabelecimentos comerciais da região e apresentou números alarmantes sobre o setor.

A pesquisa constatou que entre os 750 lojistas entrevistados, 180 já tiveram seus estabelecimentos assaltados, furtados ou roubados – aumento de 20% comparados ao mesmo período do ano passado. A violência foi fator determinante também para o encerramento de 4,1 mil estabelecimentos comerciais, entre janeiro e junho, somente na capital carioca, de acordo com dados divulgados pelo CDI Rio.

As medidas para proteção dos estabelecimentos geraram um total de gastos equivalente à R$ 667 milhões com segurança privada, R$ 289 milhões com equipamentos de vigilância eletrônica e R$ 40 milhões com gradeamento, blindagens, reforços de portas e vitrines, e com seguros. Para o presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves, é como se fosse mais um tributo pago pelos lojistas, que já sofrem com a burocracia e a carga tributária.

A disputa pelo controle do tráfico de drogas na comunidade da Rocinha causou também o cancelamento das aulas para quase 6 mil alunos na manhã desta terça-feira (19), segundo a secretaria Municipal de Educação. As ações para conter a situação partem das polícias Civil e Militar com auxílio do Bope e do Batalhão de Choque.


*Fonte: Agência Brasil

conteúdo original: http://bit.ly/2fg49BC
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