OPERADORAS

Carlyle diz que resultados da CVC foram atrativo

Netto Moreira
Fernando Borges, diretor responsável pela operação do Carlyle na América do Sul
Detalhes adicionais do acordo financeiro de venda da CVC não foram informados, mas reportagens publicadas hoje na mídia falam em até R$ 700 milhões. A venda também não inclui a rede de distribuição da CVC (400 lojas, a maioria terceirizada), hoje dentro de uma outra empresa do grupo, a CVC Serviços. Também estava no páreo para a compra, a gigantesca Tui, que chegou a ter reuniões com Guilherme Paulus nos últimos dias de 2009.

A CVC emprega mais de 900 funcionários diretos e gera mais de 4,5 mil empregos indiretos. Valter Patriani, CEO da CVC Operadora e principal pilar de vendas da empresa, também continua no cargo. Ele fala do momento propício do crescimento do consumo de viagens no Brasil. “Muitos brasileiros estão descobrindo que sair de férias viajando de avião é uma alternativa viável. A ampla gama de produtos da CVC e nossa política de preços baixos abriu um novo estilo de vida para muitos consumidores.”

No médio prazo, informa a CVC em comunicado, a operadora vai continuar priorizando o mercado brasileiro. “No longo prazo, a CVC poderá se expandir para outros mercados da América Latina”, diz o comunicado, apesar de a operadora já estar na Argentina, Uruguai, Chile e outros países..

Paulus declarou que “o conhecimento financeiro do Carlyle e seus recursos globais serão bastante úteis ao negócio. Enxergamos um futuro brilhante para a CVC à medida que continuaremos a entregar pacotes turísticos de alta qualidade a preços muito acessíveis para uma base de clientes que não para de crescer.”

Fernando Borges, diretor responsável pela operação do Carlyle na América do Sul, afirma: “Estamos entusiasmados com a conclusão do nosso primeiro investimento de buyout no Brasil. A CVC é uma companhia de primeira linha, liderada por um talentoso CEO, Valter Patriani, e dispõe de um time com uma experiência e resultados comprovados únicos no setor. A estratégia de crescimento para o futuro é clara. A equipe do Carlyle no Brasil e nosso grupo de Consumo & Varejo baseado em Nova York darão apoio total à companhia. Nosso objetivo é que tanto os funcionários quanto os clientes da companhia se beneficiem, uma vez que a CVC continuará a aumentar a variedade e a qualidade dos serviços e produtos turísticos oferecidos.”

Para Sandra Horbach, diretora-gerente do Carlyle que comanda a equipe de Consumo & Varejo do grupo, “a CVC é um negócio sensacional, com um posicionamento de mercado esplêndido, uma lealdade à marca excepcional e uma base de clientes em franco crescimento. Estamos muito satisfeitos em nos associar ao fundador e presidente do conselho, Guilherme Paulus, para construir uma marca de classe mundial em uma região e setor com tremendas perspectivas de crescimento.”

O capital para esta transação virá dos fundos Carlyle Partners V (principal fundo do Carlyle Group, com US$13,7 bilhões sob administração) e Carlyle South America Buyout Fund I, bem como de Guilherme Paulus e outros co-investidores (incluindo a firma RLJ Equity Partners).
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