David Ricardo   |   28/08/2001 19:11

Transbrasil prevê recuperação de 6 a 8 anos

Transbrasil preve recuperacao de 6 a 8 anos O plano de reestruturacao para a obtencao do equilibrio economico e operacional da Transbrasil,

O plano de reestruturação para a obtenção do equilíbrio econômico e operacional da Transbrasil, anunciado na tarde de hoje pela direção da empresa em coletiva de imprensa, inclui uma série de ações estratégicas, administrativas e de marketing. Ele deverá ser posto em prática durante o mês de setembro. Segundo o presidente Antônio Celso Cipriani, ele segue uma seqüência de equilíbrio, retomada da credibilidade junto ao público e ao mercado, desgastada com o pedido de falência feito pela GE e por outros problemas envolvendo aeronaves, e, posteriormente, crescimento.

A principal delas é uma inversão completa das operações. Atualmente concentradas no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vão ser totalmente transferidas para o aeroporto central de Congonhas. A aposta é por aproveitar o intenso tráfego de passageiros do aeroporto e sua melhor localização dentro da cidade. É também uma maneira de priorizar o atendimento ao público executivo, que costuma pagar tarifas com menos descontos, uma das ações preferidas da Transbrasil em sua fase mais recente, chegando a 68% em promoções-relâmpago. Os executivos também negaram que haverá uma alta das tarifas, além do repasse do aumento do combustível, que ocorrerá no dia 1º. A política de descontos também continua.

A obtenção do equilíbrio econômico e operacional também passa por uma reestruturação do quadro de pessoal e por demissões. Alguns funcionários das bases da companhia foram terceirizados. Também haverá um plano de demissões voluntárias e incentivo às aposentadorias. "É impossível pensar em uma reestruturação como essa sem uma redução dos quadros", disse o presidente da Transbrasil. Ele também completou que eventuais recisões serão pagas dentro das possibilidades financeiras da empresa.

As operações da Transbrasil serão feitas com 12 aeronaves próprias (oito 737-300; três 767-200; um 767-300, quatro ainda fora de operação) e seis Brasília da Interbrasil, sua subsidiária regional. Congonhas funcionará como hub central da empresa. Brasília centralizará a manutenção e será o hub para os vôos internacionais (São Paulo-Brasília-Miami, segundo a Transbrasil, deverá ser retomado já no próximo mês).

Durante a apresentação, Cipriani creditou as dificuldades enfrentadas pela Transbrasil a uma crise geral da aviação brasileira e ao recente pedido de falência requerido pela GE contra a companhia brasileira, que gerou desconfiança do mercado. Os executivos foram cuidadosos ao falar em prazos para a obtenção de resultados, mas estimaram, com base nas condições do plano atual, um período de seis a oito anos para o total saneamento da Transbrasil.

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