ECONOMIA E POLÍTICA

Comissão europeia propõe fim da exigência de visto

Netto Moreira
A European Travel Comission (ETC), organização responsável pela promoção do continente europeu como destino turístico, anunciou por meio de entrevista concedida pelo seu presidente, Peter De Wilde, na WTM de Londres, uma proposta que prevê o fim da exigência de visto para viajantes a lazer e negócios, que segundo a organização, resultaria em uma receita de 114 bilhões de euros e 615 mil novas oportunidades de emprego até o ano de 2020.

“A Europa está perdendo no número de chegadas turísticas globais, e a atual política dos vistos é um dos principais fatores desse declínio. Para o ETC, a liberação dos vistos para os viajantes é essencial para o crescimento do continente e maximização do turismo global nas décadas que estão por vir”, declarou De Wilde.

“Está em nossas mãos mudar isso e potencializar a nossa competitividade turística. A Europa precisa criar novas oportunidades de emprego para a juventude, ao mesmo tempo em que, por meio dessas mesmas ações em prol do turismo, investidores possam obter retorno em um curto espaço de tempo” complementou o presidente.

A política de vistos na Europa é atualmente uma das mais restritas do mundo, de acordo com a United Nations World Tourism Organization (UNWTO). A European Travel Comission estima que 56% dos viajantes oriundos de destinos fora do continente europeu necessitam do visto para entrar nos países da Europa. Esses mesmos viajantes, de acordo ainda com a entidade, representam um nicho de valor pois tendem a permanecer por longos períodos e gastar mais por dia do que um viajante europeu comum.

Entre as ações sugeridas pelo ETC estão a simplificação do processo de aplicação, redução de exigências requeridas, aumento do período de validade e da lista de nações livres de visto ao continente.
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