Meirelles: foco é em reformas “que durem décadas”

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Emerson Souza
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
A necessidade das reformas estruturais no Brasil, não é novidade, é a prioridade do governo Temer. O discurso foi mais uma vez reforçado, nesta sexta-feira, em seminário promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil). Sobre os constantes atrasos envolvendo a votação dessas pautas, muitas vezes relacionadas à crises políticas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, preferiu focar na longevidade das propostas.

“Evidentemente que quanto mais rápido for aprovada a reforma [previdenciária], melhor, inclusive por uma questão de formação de expectativa, mas o importante é que saia uma reforma sólida, de maneira que assegure o equilíbrio fiscal”, disse. “Não adianta fazer uma reforma que cria a necessidade de se fazer uma nova reforma daqui três anos.”

O esperado debate político em torno da reforma, segundo Meirelles, não gerou grandes discrepâncias em relação ao que o governo projeta aprovar. “A proposta como está hoje representa 75% dos benefícios fiscais daquilo que a proposta original propunha - ainda dentro das nossas previsões”, comentou, reforçando que, “dentro do quadro atual pode haver ou não algumas outras mudanças”, mas, que se ocorrerem, deverão ser novamente discutidas.

“Nós estamos falando de uma reforma que vai fazer efeito por décadas e que já está possivelmente sendo necessária no Brasil também por muitos anos. Em função disso é relevante dizer que não será um mês, 45 dias, que vão fazer uma diferença muito grande.”

RETOMADA
A economia dá mostras de que, pouco a pouco, retoma patamares de anos anteriores. O movimento, para o ministro, é natural, por isso o foco deve estar em como e quanto a economia do País cresce. “O Brasil começou a crescer mas o importante é saber em que taxa ele irá crescer”, comentou.

Acompanhando o discurso de ênfase à retomada econômica do País, o ministro apresentou números atestando a fala. Alguma delas como variação positiva no consumo do setor privado, aumento da confiança de setores da economia, diminuição de endividamento de empresas e famílias e projeções de PIB - com potencial futuro, se passadas as reformas, de atingir média de 3,5% a 4%.

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