RECEPTIVOS

ONG solta manifesto sobre morte de turista no Ceará

"Senhores,

Um dia após a data em que minha filha Vivi faria 15 anos e também do aniversário de cinco anos da constituição da Associação Férias Vivas, recebemos a notícia de que mais uma menina morreu na atividade de turismo eqüestre, desta vez em Fortaleza.

A semelhança desta morte com a da minha filha é assustadora. Concretizou-se meu maior receio e um dos motes da constituição da AFV - outra criança morta, nas mesmas condições que a Vivi.

Diante disto, gostaria de dividir com vocês a minha dor e frustração.

A dor é pelos pais, que terão que passar não só pelo sofrimento de uma perda, mas também pelo sentimento de impotência frente à dor e ao trauma de seus familiares e, em especial, de sua outra filha.

A frustração é pela dificuldade de mudar as condições dos serviços de turismo eqüestre no País.

Essa dificuldade torna-me responsável por essa morte e divido com vocês tal responsabilidade.

Acredito que o projeto de normalização da ABNT é uma grande quebra de paradigma e o início de uma tentativa nacional de profissionalização de atividades turísticas. Porém, interesses pessoais ou políticos de alguns e puro desinteresse de outros têm servido de barreira para a consolidação desse processo no que se refere ao turismo eqüestre.

Quantas crianças mais terão de morrer no País para que possamos nos unir no objetivo comum de melhoria de qualidade do produto turístico?

Peço a ajuda de vocês para reverter essa situação.

Atenciosamente,
Silvia Basile
Diretora presidente
ASSOCIAÇÃO FÉRIAS VIVAS
sbasile@feriasvivas.org.br
www.feriasvivas.org.br"

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