Há migração de TMCs para OTAs no corporativo?
Um dos principais painéis desta manhã da 1ª Conferência GBTA América Latina, que ocorre até o final do dia em São Paulo, debateu a relação do mercado corporativo com TMCs e OTAs
Um dos principais painéis desta manhã na 1ª Conferência GBTA América Latina, que ocorre até o final do dia em São Paulo, debateu a relação do mercado corporativo com TMCs e OTAs. O tema do encontro foi fundamentado no fato de determinadas empresas estarem abrindo a possibilidade aos funcionários para que eles escolham a plataforma por meio da qual reservarão suas viagens.
Pelo lado das agências on-line, o fundador do Viajanet, Bob Rossato, disse que vê um movimento cada vez maior do corporativo em direção às OTAs. Segundo ele, ao rastrear clientes que vêm comprando com grande frequência no Viajanet, a empresa percebeu que os e-mails utilizados para a compra possuem extensão “@nome da empresa”. “Em países mais maduros, como os Estados Unidos, as maiores OTAs já têm grande infiltração no corporativo. Aqui nós estamos ainda aprendendo”, pontuou, acrescentando que vem sendo cada vez mais comuns às empresas brasileiras permitirem que seus colaboradores façam comparações entre os preços oferecidos pelas TMCs e pelas agências on-line.
Diretor Global de Vendas da Carlson Wagonlit Travel (CWT), Gustavo Elbaum diz que o executivo que busca a OTA o faz, em muitos casos, pela ausência de uma política de viagens relacionada à utilização das agências on-line. “Ele está indo contra a política de viagens da empresa, a não ser que ela permita essa possibilidade. Ele também faz isso porque pode ser mais rápido, mais conveniente, mas ele precisa de tempo, porque geralmente o usuário não faz apenas uma pesquisa." Como benefícios de uma TMC, Elbaum destacou que as agências corporativas consolidam dados para análises pré e pós venda, trazem o benchmarking de outros clientes e a força na negociação com fornecedores. Sobre a eventual diferença nos preços oferecidos por uma OTA e por uma TMC, o diretor da CWT foi enfático: “não existe motivo para que a oferta de uma OTA seja tão discrepante a ponto de chegarmos à verdade absoluta de que é muito mais barato”.
Mediador do painel, o gestor de viagens da BNY Mellon, Allan Miranda, lembrou que existem no mercado corporativo diversas variáveis para a escolha de uma política de viagens, ainda que a busca pela economia é o que vem valendo para muitas companhias.
Rossato, por sua vez, destacou os serviços prestados por uma TMC, como controle da polícia de viagens e negociação com fornecedores. “As OTAs têm a agressividade do preço, do varejista. Talvez no futuro possamos ver uma plataforma que mescle as característica destes dois canais”, disse.
TRANSPARÊNCIA
Outro assunto abordado no encontro foi a transparência nas tarifas apresentadas tanto pelas OTAs quanto pelas TMCs. Respondendo a afirmação do mediador de que as agências on-line apresentam um preço e, na hora da confirmação, a tarifa sobe, Rossato disse: “quando o cliente faz uma busca, nós apresentamos a tarifa como se eles estivessem no site da companhia aérea [sem taxas]. Então, quando ele escolhe, na próxima tela ele vai ver as taxas e encargos com transparência”. De acordo com ele, o Ministério Público acompanha e valida esta prática.
Pelo lado das agências on-line, o fundador do Viajanet, Bob Rossato, disse que vê um movimento cada vez maior do corporativo em direção às OTAs. Segundo ele, ao rastrear clientes que vêm comprando com grande frequência no Viajanet, a empresa percebeu que os e-mails utilizados para a compra possuem extensão “@nome da empresa”. “Em países mais maduros, como os Estados Unidos, as maiores OTAs já têm grande infiltração no corporativo. Aqui nós estamos ainda aprendendo”, pontuou, acrescentando que vem sendo cada vez mais comuns às empresas brasileiras permitirem que seus colaboradores façam comparações entre os preços oferecidos pelas TMCs e pelas agências on-line.
Diretor Global de Vendas da Carlson Wagonlit Travel (CWT), Gustavo Elbaum diz que o executivo que busca a OTA o faz, em muitos casos, pela ausência de uma política de viagens relacionada à utilização das agências on-line. “Ele está indo contra a política de viagens da empresa, a não ser que ela permita essa possibilidade. Ele também faz isso porque pode ser mais rápido, mais conveniente, mas ele precisa de tempo, porque geralmente o usuário não faz apenas uma pesquisa." Como benefícios de uma TMC, Elbaum destacou que as agências corporativas consolidam dados para análises pré e pós venda, trazem o benchmarking de outros clientes e a força na negociação com fornecedores. Sobre a eventual diferença nos preços oferecidos por uma OTA e por uma TMC, o diretor da CWT foi enfático: “não existe motivo para que a oferta de uma OTA seja tão discrepante a ponto de chegarmos à verdade absoluta de que é muito mais barato”.
Mediador do painel, o gestor de viagens da BNY Mellon, Allan Miranda, lembrou que existem no mercado corporativo diversas variáveis para a escolha de uma política de viagens, ainda que a busca pela economia é o que vem valendo para muitas companhias.
Rossato, por sua vez, destacou os serviços prestados por uma TMC, como controle da polícia de viagens e negociação com fornecedores. “As OTAs têm a agressividade do preço, do varejista. Talvez no futuro possamos ver uma plataforma que mescle as característica destes dois canais”, disse.
TRANSPARÊNCIA
Outro assunto abordado no encontro foi a transparência nas tarifas apresentadas tanto pelas OTAs quanto pelas TMCs. Respondendo a afirmação do mediador de que as agências on-line apresentam um preço e, na hora da confirmação, a tarifa sobe, Rossato disse: “quando o cliente faz uma busca, nós apresentamos a tarifa como se eles estivessem no site da companhia aérea [sem taxas]. Então, quando ele escolhe, na próxima tela ele vai ver as taxas e encargos com transparência”. De acordo com ele, o Ministério Público acompanha e valida esta prática.