Cidades Inteligentes: conexão entre governo e sociedade

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Jhonatan Soares
No segundo dia da 45ª Abav Expo, a gerente adjunta de Serviços do Sebrae, Ana Clévia Guerreiro, apresentou na Vila do Saber o projeto de transformação dos municípios brasileiros em “cidades inteligentes”. A ideia é fazer uso da tecnologia para melhorar os serviços urbanos, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que foi usado por Ana como base para sua palestra.

Uma cidade inteligente conta com grande conexão entre a cidade e o governo por meio da tecnologia. Esta seria usada diretamente nas atividades estruturantes da cidade, chamadas de ‘verticais’. E no desenvolvimento do município seriam priorizadas as atividades que necessitam de mais melhorias. Ana mencionou a questão do trânsito em São Paulo e afirmou que já existem semáforos inteligentes, que percebem o fluxo e se autorregulam para desafogar vias mais congestionadas.

De acordo com o estudo da FGV, existem quatro estágios que elevam uma cidade ao patamar do tema da palestra. São eles: a introdução das tecnologias nas verticais, para que a gestão seja inteligente, o compartilhamento e cruzamento de informação para prestação de serviços mais eficientes, a dotação de serviços transversais e infraestruturas comuns e interconectadas, e a solução de situações em tempo real devido à conectividade instaurada no município.

A gerente adjunta de Serviços do órgão defendeu que “não é possível transformar uma cidade sem um governo transparente e compartilhamento de dados com a população”. Também foi apontada a necessidade de uma liderança do prefeito, mas com tomada de decisões junto à sociedade; além de uma conversa entre os setores público e privado.

CURITIBA

Para Ana, a cidade brasileira mais avançada no processo de se tornar ‘inteligente’ é Curitiba. A cidade paranaense é considerada a mais próxima de se tornar criativa, focada no conhecimento e com ambiente de aprendizagem, permitindo ao cidadão ter uma boa qualidade de vida.
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