"Efeito Gol" deve diminuir atuais prejuízos da Varig

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PANROTAS / Emerson Souza
O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior (foto), afirmou que o balanço geral do ativo e passivo da VRG, empresa operadora da marca Varig, apresenta-se saudável. O executivo afirmou que desconhece os balancetes mensais da companhia, que apresentariam, segundo informações da mídia, prejuízo de R$ 20 milhões ao mês. “Não sabemos se este é realmente o valor do prejuízo mensal, pois nossa avaliação de compra foi pelo balanço geral, mas assumimos que faremos todos os investimentos necessário para tornar a Varig lucrativa assim como a Gol é atualmente”, explicou Oliveira, completando que o sistema usado será o mesmo que gerou o "Efeito Gol", nome dado ao crescimento e posicionamento da companhia no Brasil em cinco anos.

Os ajustes operacionais só serão anunciados e programados após a aprovação da compra pela Anac e pelo Cade. O presidente da companhia declarou também que a aquisição da VRG está livre de qualquer passivo. “Este foi um acordo com os credores feito no leilão da companhia no ano passado. A VRG foi vendida no leilão como uma unidade produtiva independente, o que garante a não responsabilidade dos antigos passivos, que no caso ficaram com a velha Varig”, explicou Oliveira. Apesar de estar livre dos passivos, a Gol assumiu a obrigação de honrar com a emissão de R$ 100 milhões de debêntures feita pela VRG.

Destacando a independência que a Gol pretende manter entre as duas empresas aéreas, Oliveira afirmou ainda que não há planos de transferir os slots da Varig no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para a Gol. “A única mudança que possivelmente poderemos fazer em Congonhas será uma balanceamento do uso dos espaços de balcões nos aeroportos. Mas o objetivo principal é que os locais ociosos que a Varig possui neste momento sejam ocupados brevemente com operações da própria Varig”, detalhou.
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