AEROPORTOS

Balanço da Gol tem queda no lucro e aumento na tarifa

Netto Moreira
Divulgado hoje, o balanço do terceiro trimestre da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, controladora das companhias aéreas Gol e Varig, mostra um aumento de 31% nas tarifas praticadas no período, na comparação com o segundo trimestre deste ano. Em abril, a Gol assumiu o controle da Varig, determinante para esse resultado. A ocupação média no terceiro trimestre foi de 61,2%, índice 17% menor do que no mesmo período do ano passado, segundo o balanço. Embora a receita da Gol tenha crescido no trimestre, o lucro da companhia caiu 79% no terceiro trimestre, no comparativo com o mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro deste ano, esse lucro foi de R$ 49,4 milhões, contra R$ 232,2 milhões no mesmo período de 2006.

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr. (foto), ressaltou a expansão internacional e da frota, destacando o início dos vôos para Miami e Nova York, nos Estados Unidos, no próximo ano. A ampliação da frota inclui ainda o aumento médio de 9% na oferta de assentos a cada ano, entre 2007 e 2012, quando a companhia terá 143 aviões, frente aos 103 que integrarão a frota até o final deste ano. “Acreditamos que o Brasil ainda tem demanda reprimida no setor aéreo, apesar dos problemas enfrentados”, afirmou Constantino, justificando a expansão.

Nas bolsas de valores de Nova York e São Paulo, a média diária das negociações da empresa é de US$ 24 milhões na primeira e R$ 37 milhões na Bovespa. Sobre as mudanças implementadas com a elaboração da nova malha aérea, Oliveira Jr. destacou que o que ocorreu no Aeroporto de Congonhas foi uma “transferência de passageiros, sem perda dos mesmos”. O aeroporto passa a ser o quarto em receita doméstica da companhia, atrás dos aeroportos de Guarulhos, Galeão e Brasília.
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