Aérea de Neeleman começa a voar em 2009 no Brasil

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Netto Moreira
O fundador e chairman da Jet Blue, o brasileiro David Neeleman (foto), vai se dedicar exclusivamente à companhia aérea que apresenta neste momento, em São Paulo, ao mercado brasileiro. A quarta empresa aérea do executivo tem US$ 150 milhões em investimentos privados de brasileiros e norte-americanos e estará focada na exploração de aeroportos que “não são plenamente servidos pela aviação comercial hoje”, segundo Neeleman, embora a empresa também deve solicitar slots nos Aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. “O Brasil tem lugar para uma terceira companhia aérea. A aviação civil cresceu 12% no ano passado neste mercado, apesar do aumento significativo das passagens aéreas”, justifica.

Segundo Neeleman, já foi dada entrada na documentação necessária para receber a aprovação governamental para constituição da empresa, cuja escolha do nome fará parte de sua estratégia de lançamento, uma vez que já funciona o site www.voceescolhe.com.br, com mais informações. Com sede em São Paulo, a nova empresa aérea brasileira pretende iniciar operações no começo de 2009, com apenas três aeronaves. Até 2013, deve contar com frota de até 76 jatos da Embraer. “Utilizaremos o Embraer 195, com 118 assentos, sendo quatro assentos por fileira. É um padrão de classe executiva com valor de econômica”, assegura.

David Neeleman e o presidente da Embraer, Fred Curado, anunciaram também a encomenda de aeronaves no valor de US$ 3 bilhões, por parte da nova empresa aérea. Serão 36 Embraer 195, mais 20 aeronaves em opção de compra e outras 20 com direito a compra. As encomendas firmes representam um investimento de US$ 1,4 bilhão. “Na esteira de nosso sucesso com o Embraer 190 na JetBlue, nós estamos muito satisfeitos em termos sido escolhidos novamente pelo David em sua nova empresa aérea brasileira,” disse Curado. "Nós estamos particularmente satisfeitos em termos por cliente um profissional com o histórico de sucesso que David apresenta operando os nossos E-Jets.”

Sobre o modelo de distribuição, Neeleman defende a utilização do site, considerado “o mais rentável e melhor canal de diálogo com o cliente”, mas acredita na força de distribuição dos agentes de viagens, especialmente no mercado corporativo. “Os agentes são importantes e o custo do agente é compensado pela receita, porque a receita do corporativo é maior”, explica. Entre os executivos já contratados pela nova companhia aérea está o diretor de Marketing, Gianfranco Beting. A apresentação acontece neste momento, em restaurante na capital paulista.

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