Na GBTA, Alagev aponta cinco tendências que devem orientar as viagens corporativas em 2027
Associação analisou os principais conteúdos da GBTA e elencou os assuntos que devem influenciar empresas

A inteligência artificial incorporada às operações, a integridade do colaborador como eixo estratégico das viagens corporativas, a sustentabilidade como fator de competitividade, a necessidade de reduzir a fragmentação dos processos e o fortalecimento da liderança humana em um cenário cada vez mais automatizado devem estar entre os principais temas que irão direcionar o mercado de viagens e eventos corporativos em 2027.
A avaliação é da Alagev, que analisou os principais conteúdos apresentados durante a GBTA Convention 2026, realizada entre os dias 3 e 5 de agosto, em Chicago, e que é considerado o principal encontro mundial do setor de viagens corporativas.
Segundo a presidente da associação, Joyce Macieri, a programação deste ano evidenciou que o mercado vive uma mudança estrutural, impulsionada por tecnologia, novos modelos de gestão e um ambiente de negócios cada vez mais complexo.
"Mais do que apresentar tendências, a convenção mostrou que o setor está redefinindo a forma como as viagens corporativas contribuem para os resultados das organizações. O gestor passa a ocupar uma posição mais estratégica, apoiando decisões que envolvem tecnologia, riscos, sustentabilidade e experiência do viajante”
Joyce Macieri, presidente da Alagev
Entre os diversos assuntos abordados durante a GBTA Convention 2026, a Alagev destaca cinco movimentos que tendem a influenciar a evolução do setor em 2027:
Inteligência artificial deixa de ser tendência para fazer parte da operação
Embora tenha sido tema de diversas palestras específicas, a inteligência artificial apareceu de forma transversal em praticamente toda a programação da convenção. As aplicações vão desde automação de processos e atendimento ao viajante até prevenção a fraudes, análise de dados, pagamentos, organização de eventos e personalização da experiência durante as viagens.
Outro ponto recorrente foi a discussão sobre governança da IA, segurança da informação e uso responsável da tecnologia, indicando que o mercado passa a concentrar esforços na implementação prática dessas soluções.
Integridade do colaborador amplia o escopo da gestão de viagens
A convenção reforçou que a integridade do colaborador passa a ocupar um papel central nas estratégias de viagens corporativas. Assim, a gestão de riscos, como questões relacionadas ao cenário geopolítico, mudanças regulatórias, imigração, segurança do viajante e duty of care fazem com que programas de viagens precisem estar cada vez mais preparados para responder rapidamente a situações de instabilidade, protegendo colaboradores e garantindo a continuidade das operações.
Ao mesmo tempo, a experiência do viajante também se consolida como prioridade. Comunicação eficiente, suporte durante toda a jornada, processos simplificados e atenção ao bem-estar do colaborador foram apontados como fatores que contribuem para viagens mais seguras, produtivas e alinhadas aos objetivos das empresas.
Sustentabilidade passa a ser medida também pelos resultados do negócio
As discussões sobre sustentabilidade avançaram além da agenda ambiental. Temas como descarbonização, combustíveis sustentáveis para aviação (SAF), indicadores ESG e emissões de carbono passaram a ser tratados sob a perspectiva da eficiência operacional, competitividade e geração de valor para as empresas. A tendência observada na convenção é que a sustentabilidade deva ser cada vez mais incorporada aos indicadores utilizados para avaliar programas de viagens corporativas.
Redução da fragmentação operacional entra na agenda das empresas
Além da inovação tecnológica, a convenção evidenciou um desafio recorrente enfrentado pelas organizações: a fragmentação dos processos relacionados às viagens corporativas. Questões como tarifas hoteleiras não adquiridas, dificuldades na conciliação de pagamentos e a utilização de diferentes plataformas para uma mesma operação estiveram entre os exemplos apresentados durante as discussões.
Para a Alagev, a tendência é que empresas busquem cada vez mais integrar sistemas, simplificar fluxos e ampliar a eficiência operacional por meio de soluções conectadas, capazes de reduzir custos, retrabalho e perda de informações ao longo da jornada do viajante.
Liderança humana ganha protagonismo na era da inteligência artificial
Embora a tecnologia tenha dominado boa parte da programação, a convenção também reforçou que o fator humano continuará sendo determinante para o sucesso das organizações. Temas como mentoria, influência, autoridade, desenvolvimento de equipes e resiliência apareceram como competências essenciais para liderar equipes em um ambiente cada vez mais automatizado.
"Os debates mostraram que o futuro das viagens corporativas será construído pela integração entre pessoas, tecnologia e estratégia. O papel da Alagev é aproximar essas discussões do mercado brasileiro para que empresas e profissionais estejam preparados para esse novo cenário"
Joyce Macieri, presidente da Alagev
A presidente destaca ainda que os temas apresentados durante a GBTA Convention 2026 deverão nortear parte das iniciativas promovidas pela Alagev ao longo dos próximos meses, incluindo encontros das comunidades, programas de capacitação e eventos voltados ao desenvolvimento do setor no Brasil.