Viagens corporativas geram US$ 3 bi na capital paulista; veja prévia de ranking da GBTA
Novo estudo da entidade mostra o impacto econômico que viagens a negócios têm em diferentes destinos

São Paulo movimenta US$ 3 bilhões por ano em receitas relacionadas às viagens corporativas, segundo uma prévia de um novo estudo internacional da GBTA, apresentado durante a GBTA Convention 2026, realizada em agosto, em Chicago. A capital paulista está entre as 25 cidades, de 20 países, que serão contempladas na pesquisa, ao lado da Cidade do México, que também aparece com US$ 3 bilhões em receitas.
O levantamento busca mostrar o impacto econômico que as viagens a negócios, reuniões e eventos geram nos destinos onde são realizados. De acordo com os dado, as 25 cidades analisadas representam, juntas, US$ 283 bilhões em receitas anuais relacionadas às viagens a trabalho.
Outro dado de destaque é a parcela desse valor que permanece na economia local. Para cada US$ 1 gasto em viagens corporativas nesses destinos, 50% permanece, em média, na economia local, contribuindo para a atividade econômica das respectivas regiões metropolitanas. O percentual, no entanto, varia bastante entre as cidades analisadas, ficando entre 25% e 65%.
No caso de São Paulo, 31% dos US$ 3 bilhões gerados por business travel permanecem na economia local. A taxa é inferior à da Cidade do México, de 41%, e está entre as menores registradas entre as 25 cidades do estudo.
Divisão por região
Nova York aparece no topo em volume de receitas, com US$ 37 bilhões, dos quais 64% permanecem na economia local. Los Angeles vem na sequência, com US$ 20 bilhões (58%), seguida por Chicago, com US$ 18 bilhões (57%); Washington, com US$ 15 bilhões (59%); São Francisco, com US$ 11 bilhões (63%), e Toronto, o Canadá (US$ 4 bi e 47%).
Na Europa, Londres movimenta US$ 24 bilhões, com 42% de retenção local, enquanto Paris soma US$ 22 bilhões, dos quais 61% permanecem na economia da cidade. Amsterdam aparece com US$ 8 bilhões (53%), e Frankfurt e Madri, com US$ 7 bilhões cada (43%).
Na região da Ásia-Pacífico, Tóquio registra US$ 34 bilhões em receitas, com 57% permanecendo localmente. Xangai vem em seguida, com US$ 22 bilhões, mas apenas 25% de retenção. Cingapura soma US$ 8 bilhões (59%), Sydney, US$ 7 bilhões (49%), e Nova Délhi, US$ 3 bilhões (33%).
No Oriente Médio, Dubai aparece com US$ 4 bilhões em receitas e 57% de retenção local.
Os dados apresentados na convenção são uma prévia do novo estudo da GBTA, que será lançado posteriormente com uma análise mais detalhada do impacto econômico das viagens a negócios nas 25 cidades selecionadas.