Beatrice Teizen   |   09/09/2026 10:43
Atualizada em 09/09/2026 11:24

VOLL e PANROTAS lançam Radar Business Travel com retrato da gestão corporativa no País

Pesquisa apresentada no Travel Connect 2026 foi construída em parceria com PANROTAS e apoio da Visa

PANROTAS / Emerson Souza
José Guilherme Alcorta e Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, no palco do Travel Connect 2026
José Guilherme Alcorta e Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, no palco do Travel Connect 2026

A VOLL, em parceria com a PANROTAS e apoio da Visa, lança nesta quarta-feira (9), no Travel Connect 2026, o Radar Business Travel, estudo que traça um panorama da gestão de viagens corporativas no Brasil e coloca os dados nacionais lado a lado com referências internacionais.

A pesquisa, que foi apresentada no palco pelo CEO da PANROTAS, José Guilherme Alcorta, e o editor-chefe, Artur Luiz Andrade, combina informações sobre tendências do setor, experiência dos gestores, governança e uso de inteligência artificial.

O documento aponta, com base na GBTA, que o Brasil deve registrar crescimento de 13,8% ao ano nos investimentos em viagens corporativas em 2026, o maior entre as 15 maiores economias analisadas. Além disso, 44,1% dos gestores brasileiros afirmam ter recebido aumento de orçamento para viagens.

“Os dados da pesquisa podem alarmar um pouco, alertar o travel manager, mas ajudam a dar direção e um norte ao programa de viagens. O mundo está enfrentando uma série de questões, por isso é importante entregar insumos para o gestor ter um melhor direcionamento”

Artur Luiz Andrade, editor-chefe da PANROTAS

Entre os principais números do estudo estão:

  • 44,1% dos gestores brasileiros relatam aumento no orçamento de viagens;
  • 44,1% das empresas trabalham com sistemas de viagens e despesas desconectados;
  • apenas 5,9% têm visibilidade dos custos em tempo real;
  • 72% dos gestores gastam tempo significativo ou crítico conferindo notas e recibos;
  • 85% das empresas têm uma política formal de viagens, mas somente 56% registram aderência efetiva;
  • apenas 15% utilizam políticas dinâmicas, que se adaptam às variações de preços;
  • 54% das empresas brasileiras ainda estão nos estágios iniciais de adoção de inteligência artificial.


Onde estão os gargalos

A pesquisa também detalha os principais entraves operacionais encontrados pelos gestores:

  • 37%: processos manuais e retrabalho;
  • 22%: falta de integração entre sistemas;
  • 18%: pouca visibilidade dos gastos em tempo real;
  • 15%: dificuldade para medir o retorno das viagens;
  • 9%: baixa adesão dos viajantes às políticas.


Na América Latina, o cenário também mostra uma distância entre digitalização e estrutura de gestão. Embora 82% dos funcionários utilizem dispositivos móveis no processo de viagens, apenas 33% das empresas adotam sistemas formais de gestão de despesas.

IA ainda avança de forma desigual

A inteligência artificial aparece como uma das principais frentes de transformação apontadas pelo Radar Business Travel. No Brasil, porém, 54% das empresas ainda estão nos estágios iniciais de adoção.

Entre as aplicações com maior potencial apontadas pelos gestores estão:

  • 12% mantêm postura cética quanto ao valor prático da IA;
  • 42%: previsão de custos e orçamento + geração de insights estratégicos;
  • 31%: auditoria automática de tarifas;
  • integração com sistemas legados aparece como o principal obstáculo à adoção;
  • O estudo também destaca a evolução de ferramentas de IA de caráter assistivo para agentes capazes de tomar decisões e executar etapas da jornada corporativa, do planejamento da viagem à prestação de contas.

Brasil x América Latina

No comparativo regional, a pesquisa mostra outros pontos de atenção:

  • 33% das empresas latino-americanas utilizam sistemas formais de despesas, contra 48% no benchmark global;
  • 27% não possuem programa de cartão corporativo, ante 19% globalmente;
  • o gasto médio por viagem na América Latina é de US$ 892;
  • passagens aéreas representam US$ 327,14 desse valor;
  • hospedagem: US$ 121,84;
  • alimentação: US$ 147,59;
  • transporte terrestre: US$ 96,71;
  • outras despesas: US$ 199,14.


O Radar Business Travel combina dados da operação da VOLL entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, pesquisas com gestores de viagens, despesas e procurement de grandes empresas brasileiras e benchmarks internacionais. O material também considera dados da GBTA, Iata e Anac e informações de mais de 850 mil usuários da plataforma VOLL.

Acesse o estudo completo aqui.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela PUC-SP, com experiência em redações como Forbes Brasil e Agora São Paulo, além de colaborações para CNN Brasil e UOL. Entrou na PANROTAS em 2017, com foco especialmente no PANROTAS Corporativo, e, desde 2021, atua como coordenadora de Redação