VOLL e PANROTAS lançam Radar Business Travel com retrato da gestão corporativa no País
Pesquisa apresentada no Travel Connect 2026 foi construída em parceria com PANROTAS e apoio da Visa

A VOLL, em parceria com a PANROTAS e apoio da Visa, lança nesta quarta-feira (9), no Travel Connect 2026, o Radar Business Travel, estudo que traça um panorama da gestão de viagens corporativas no Brasil e coloca os dados nacionais lado a lado com referências internacionais.
A pesquisa, que foi apresentada no palco pelo CEO da PANROTAS, José Guilherme Alcorta, e o editor-chefe, Artur Luiz Andrade, combina informações sobre tendências do setor, experiência dos gestores, governança e uso de inteligência artificial.
O documento aponta, com base na GBTA, que o Brasil deve registrar crescimento de 13,8% ao ano nos investimentos em viagens corporativas em 2026, o maior entre as 15 maiores economias analisadas. Além disso, 44,1% dos gestores brasileiros afirmam ter recebido aumento de orçamento para viagens.
“Os dados da pesquisa podem alarmar um pouco, alertar o travel manager, mas ajudam a dar direção e um norte ao programa de viagens. O mundo está enfrentando uma série de questões, por isso é importante entregar insumos para o gestor ter um melhor direcionamento”
Artur Luiz Andrade, editor-chefe da PANROTAS
Entre os principais números do estudo estão:
- 44,1% dos gestores brasileiros relatam aumento no orçamento de viagens;
- 44,1% das empresas trabalham com sistemas de viagens e despesas desconectados;
- apenas 5,9% têm visibilidade dos custos em tempo real;
- 72% dos gestores gastam tempo significativo ou crítico conferindo notas e recibos;
- 85% das empresas têm uma política formal de viagens, mas somente 56% registram aderência efetiva;
- apenas 15% utilizam políticas dinâmicas, que se adaptam às variações de preços;
- 54% das empresas brasileiras ainda estão nos estágios iniciais de adoção de inteligência artificial.
Onde estão os gargalos
A pesquisa também detalha os principais entraves operacionais encontrados pelos gestores:
- 37%: processos manuais e retrabalho;
- 22%: falta de integração entre sistemas;
- 18%: pouca visibilidade dos gastos em tempo real;
- 15%: dificuldade para medir o retorno das viagens;
- 9%: baixa adesão dos viajantes às políticas.
Na América Latina, o cenário também mostra uma distância entre digitalização e estrutura de gestão. Embora 82% dos funcionários utilizem dispositivos móveis no processo de viagens, apenas 33% das empresas adotam sistemas formais de gestão de despesas.
IA ainda avança de forma desigual
A inteligência artificial aparece como uma das principais frentes de transformação apontadas pelo Radar Business Travel. No Brasil, porém, 54% das empresas ainda estão nos estágios iniciais de adoção.
Entre as aplicações com maior potencial apontadas pelos gestores estão:
- 12% mantêm postura cética quanto ao valor prático da IA;
- 42%: previsão de custos e orçamento + geração de insights estratégicos;
- 31%: auditoria automática de tarifas;
- integração com sistemas legados aparece como o principal obstáculo à adoção;
- O estudo também destaca a evolução de ferramentas de IA de caráter assistivo para agentes capazes de tomar decisões e executar etapas da jornada corporativa, do planejamento da viagem à prestação de contas.

Brasil x América Latina
No comparativo regional, a pesquisa mostra outros pontos de atenção:
- 33% das empresas latino-americanas utilizam sistemas formais de despesas, contra 48% no benchmark global;
- 27% não possuem programa de cartão corporativo, ante 19% globalmente;
- o gasto médio por viagem na América Latina é de US$ 892;
- passagens aéreas representam US$ 327,14 desse valor;
- hospedagem: US$ 121,84;
- alimentação: US$ 147,59;
- transporte terrestre: US$ 96,71;
- outras despesas: US$ 199,14.
O Radar Business Travel combina dados da operação da VOLL entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, pesquisas com gestores de viagens, despesas e procurement de grandes empresas brasileiras e benchmarks internacionais. O material também considera dados da GBTA, Iata e Anac e informações de mais de 850 mil usuários da plataforma VOLL.
Acesse o estudo completo aqui.