Especial para o Portal PANROTAS Carla Lencastre   |   30/10/2026 09:31
Atualizada em 30/10/2026 11:11

TFest 2026: fornecedores destacam pontos altos para mercado brasileiro de viagens de luxo

PANROTAS conversa com quatro empresas diferentes da América do Sul e de Portugal

PLAYA DEL CARMEN, México – A quarta-feira, 28 de outubro, amanheceu ensolarada no Fairmont Mayakoba, na Riviera Maya, para o último dia do TFest 2026. O Capítulo VII, Aura, da feira de viagens de luxo promovida pela Private Luxury Events (PLE) reuniu cerca de 660 participantes no Caribe mexicano, entre fornecedores e compradores.

Consultores das Américas são a maioria este ano, seguindo a tendência de 2025. Dos 330, 45% vieram da América do Norte; 20%, da América do Sul, e 15%, da América Central, e 20% são de agências europeias. Entre os 330 fornecedores, as Américas também formam a maioria, com 40% da América do Norte e 15% da América do Sul. Outros 35% são da Europa; 5%, do Oriente Médio e da África, e 5%, da Ásia-Pacífico.

Há grandes grupos de hotelaria, como Accor, com Ennismore, Hyatt e Marriott. E, também, expositores independentes em mesas no salão principal ou em salas dedicadas a associações como The Leading Hotels of the World, Preferred Hotels & Resorts e Relais & Châteaux.

O Portal PANROTAS conversou com quatro exibidores independentes sobre os pontos altos dos respectivos produtos para o mercado brasileiro de alto padrão. A seguir, o disseram os representantes da Quinta do Paral, wine hotel no Alentejo, em Portugal; da Royal Galápagos, de cruzeiros de expedição no Equador; do La Torres Patagonia, resort no Parque Nacional Torres del Paine, no Chile, e do Sumaq Machu Picchu, aos pés da cidadela inca, no Peru.

Filipe Beja Simões, gerente-geral da Quinta do Paral, em Beja, no Alentejo

Carla Lencastre
Filipe Beja Simões
Filipe Beja Simões

“Somos um wine hotel no Alentejo, um dos destinos mais procurados pelos brasileiros em Portugal. Não por acaso, o Brasil é nosso segundo mercado estrangeiro, atrás apenas dos Estados Unidos. Temos um vinhedo com 56 hectares, sendo que 12 hectares são de vinhas velhas. Além de vinhos tintos e brancos, também produzimos azeites no Alentejo.

Somos um alojamento de luxo com responsabilidade ambiental e social, preservando a tradição da cultura vinícola local, e com obsessão pelos detalhes. O nosso café, por exemplo, vem da Chapada Diamantina, na Bahia, e é feito exclusivamente para o hotel. São 22 quartos para, no máximo, 44 hóspedes, e pretendemos nos manter assim nas próximas décadas.

Estamos no caminho certo. Fazemos parte da Leading Hotels of the World e conquistamos duas chaves Michelin em 2025 e em 2026. Participamos do TFest porque o mercado da América Latina tem ganhado força e porque procuramos, também, sempre ter contato com os consultores brasileiros. Quinta do Paral está a duas horas de carro a partir de Lisboa. Beja tem um aeroporto, a apenas 20 minutos do hotel, que recebe jatos particulares e helicópteros.”

Manuel Patiño, executivo de Desenvolvimento de Negócios da Royal Galápagos

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Manuel Patiño
Manuel Patiño

“Todos os negócios estabelecidos em Galápagos têm que ter a participação de moradores das ilhas. Operamos com uma frota de sete embarcações de cruzeiros de expedição, cada uma propriedade de uma família local. Um dos nossos objetivos é fortalecer as comunidades e, com isso, garantir que cada barco tenha uma personalidade diferente e única.

Todos os sete são de famílias de pescadores que começaram a apostar no Turismo há uns 40 anos. No início, as embarcações eram muito simples. Hoje são iates para cerca de 16 pessoas, como 80% dos barcos em Galápagos. Isso porque cada guia naturalista tem autorização para conduzir um grupo com no máximo de 16 visitantes de cada vez ao parque nacional.

Para os turistas brasileiros, recomendo três das nossas embarcações de alto padrão: Sea Star, Infinity e Horizon. O Sea Star é o iate mais novo, e famílias e grupos gostam muito porque há suítes interconectadas e quartos triplos. Os cruzeiros podem ser de cinco ou seis dias.

O Infinity é o maior iate da nossa frota, com capacidade para 20 passageiros, o que possibilita mais exclusividade nos desembarques. Temos dois guias a bordo que acompanham, no máximo, dez passageiros cada um. Todas as dez cabines possuem balcões com vistas panorâmicas e os itinerários podem ter quatro, cinco ou oito dias.

Já o Horizon faz um trabalho fantástico: treina mulheres para serem marinheiras e tem a maior tripulação feminina da nossa frota. Uma das jovens que conheci vai chegar à capitã, tenho certeza. As oito cabines têm balcões e os roteiros também são de quatro, cinco ou oito dias.

Algumas das famílias proprietárias desses barcos cultivam vegetais orgânicos nas ilhas e servem a bordo. Todas, sem exceção, são apaixonadas pelo que fazem e pela preservação e regeneração da fauna original das Ilhas Galápagos. Isso faz toda a diferença.”

Javiera May Trejo, gerente de Mercado Internacional do Las Torres Patagonia

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Javiera May Trejo
Javiera May Trejo

“Temos uma situação particular: estamos em uma reserva natural e cultural desde antes de se tornar o Parque Nacional Torres del Paine. A família proprietária é de origem europeia, da região onde hoje é a Croácia, mas está há tempos no Chile e sente muito orgulho de ter criado raízes patagônicas. O hotel nasceu em um rancho na base das torres, quando o parque foi se tornando mais conhecido e visitantes começaram a aparecer buscando hospedagem.

No início, eram apenas nove suítes. Hoje temos 74 acomodações, renovadas nos dois últimos anos. A novidade mais recente é o restaurante El Galpón, de cozinha contemporânea patagônica. Somos all-inclusive e isso inclui o transfer de carro a partir de Puerto Natales (duas horas) e Punta Arenas (cinco horas), no Chile, ou de El Calafate (quatro horas), na Argentina. O resort tem uma localização espetacular, no fim do mundo, que faz a gente se sentir muito pequeno. É um hotel para quem ama a natureza, claro, mas, principalmente, busca experiências autênticas que colaborem para preservar e valorizar a cultura local.

Somos os únicos a oferecer cavalgadas no parque nacional, por exemplo. Recebemos crianças, porém recomendamos a hospedagem para maiores de 12 anos. O maior luxo do Las Torres é proporcionar uma oportunidade rara de se desconectar do dia a dia.”

Angie Clavijo, proprietária e diretora-geral do Sumaq Machu Picchu

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Angie Clavijo
Angie Clavijo

“Os turistas brasileiros de alto padrão gostam muito das experiências andinas que oferecemos, e o Brasil é um dos meus primeiros mercados. Valorizamos o bem-estar e o design peruano em nosso hotel, e colaboramos para preservar o meio ambiente, a gastronomia e a cultura e tradições locais. Somos Virtuoso e entramos este ano na Small Luxury Hotels of the World.

Se eu pudesse destacar apenas um ponto para o visitante brasileiro, seria investir em planejamento antes de ir a Machu Picchu. Não é que seja impossível, mas não dá para ter a entrada garantida no santuário inca sem ao menos algumas semanas de antecedência.”

Veja mais fotos a seguir:


A PANROTAS é media partner do TFest 2026 e viaja a convite da Private Luxury Events com seguro Intermac

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