Para Azevedo, Abav está menor do que precisa estar
VARADERO (Cuba) – O reconhecimento de uma dicotomia entre a necessidade de crescer para atender os objetivos da associação e a nova realidade do mercado, que aponta para fusões, incorporações e redução do número de agências é do próprio presidente Antonio Azevedo
“Visualizamos a necessidade de mudanças e de reposicionamento da Abav. Mas qual é a Abav que queremos no futuro? Temos levantado esse debate porque a entidade tem conseguido ampliar seu espaço. Mas, por conta disso, há uma sobrecarga em cima de sua estrutura enxuta”, disse. Em sua opinião, é preciso repensar o seu papel e a consequente estrutura para que a entidade siga crescendo e atendendo as necessidades de seus associados. E ainda trabalhando pelo desenvolvimento do turismo brasileiro, outro papel da Abav.
“Se queremos uma entidade mais estruturada, vamos precisar de mais recursos humanos e financeiros”, acredita o dirigente. “Hoje estou certo que a entidade está menor do que precisa estar”, afirma. Por outro lado, por conta dessa crescente concentração do mercado, ele reconhece que a tendência é uma redução no número de associados. Essa é a dicotomia.
Mas ele não acredita que essa redução aconteça por insatisfação do agente abaviano. “Além de um enxugamento do mercado por conta da maior concentração, as agências que deixam de ser associadas, de um modo geral, o fazem por questões financeiras. Muitas vezes, para uma agência pequena, faz diferença pagar a mensalidade todo mês”, acredita.
“Também estamos conscientes de que há descontentamentos. Mas como parte do ciclo de mudanças, seria bom que houvesse mais participação. O individualismo do agente prejudica o associativismo. Muitos associados acham que a Abav tem de resolver o problema dele sem qualquer participação sua nos rumos da entidade”, lamenta. Ele ressalta ainda que uma entidade não se mede pela quantidade, mas pela representatividade.
Porém, para ampliar a estrutura e conseguir dar conta de tudo que a entidade precisa na atualidade, são necessários mais colaboradores e, consequentemente, mais recursos financeiros. E um dos caminhos, segundo Azevedo, poderiam ser mensalidades proporcionais: “hoje a agência pequena paga o mesmo das grandes empresas e esse pode ser um caminho. Outro é o aporte financeiro, principalmente por meio de patrocínios e apoios”, reconhece.
*Fonte: O Portal PANROTAS viaja a convite da Abav Nacional e do Ministério de Turismo de Cuba, com hospedagem no Meliá Marina Varadero e assistência internacional GTA e Travel Ace