Filip Calixto   |   20/10/2026 18:10

Consulado dos EUA aponta 10 erros no preenchimento do formulário de visto; confira

Treinamento a agentes detalha falhas no formulário DS-160 e orienta profissionais a revisar dados sempre

PANROTAS / Filip Calixto
Durante treinamento para agentes de viagens no Consulado-Geral dos Estados Unidos em São Paulo, a equipe consular apresentou dez erros frequentes no preenchimento do formulário DS-160, utilizado na solicitação de vistos de não imigrantes
Durante treinamento para agentes de viagens no Consulado-Geral dos Estados Unidos em São Paulo, a equipe consular apresentou dez erros frequentes no preenchimento do formulário DS-160, utilizado na solicitação de vistos de não imigrantes

O preenchimento do formulário de solicitação de visto americano exige atenção individual a cada cliente. Informações de outro passageiro inseridas por engano, dados divergentes do passaporte e respostas incompletas estão entre os erros apontados pela equipe consular dos Estados Unidos durante treinamento para agentes de viagens realizado no Consulado-Geral dos EUA em São Paulo.

A apresentação, realizada nesta terça-feira (20) para cerca de 100 agentes, teve como foco o formulário DS-160, utilizado nos pedidos de vistos de não imigrante, e mostrou situações que podem comprometer a qualidade das informações fornecidas às autoridades americanas.

Um dos problemas citados é o reaproveitamento de dados de um formulário para preencher o de outro cliente sem a devida conferência. Esse procedimento pode levar à inclusão de nomes ou outras informações pessoais de terceiros no pedido de visto.

Quais erros exigem atenção dos agentes?

A apresentação do consulado destacou dez falhas recorrentes no preenchimento dos formulários:

  • Dados de outros clientes: informações pessoais de um passageiro podem acabar no formulário de outro;
  • Telecódigos ausentes: a apresentação apontou a necessidade de atenção a esse campo para pessoas nascidas na China, em Taiwan, em Hong Kong e em Macau;
  • Redes sociais preenchidas incorretamente: devem ser informados os nomes de usuário nos campos correspondentes;
  • Histórico profissional e educacional incompleto: empregos anteriores e instituições de ensino não devem ser omitidos quando solicitados;
  • Omissão de antecedentes: recusas anteriores de vistos e histórico criminal devem ser declarados quando exigidos pelo formulário;
  • Renda informada incorretamente: é preciso observar o período solicitado em cada campo, como a renda mensal;
  • Acompanhantes não informados: os companheiros de viagem devem ser incluídos quando solicitados;
  • Familiares nos Estados Unidos omitidos: as perguntas sobre parentes no país devem ser respondidas corretamente;
  • Motivo da viagem incompatível com os planos reais: o objetivo da visita deve refletir o que o passageiro pretende fazer;
  • Assistência de terceiros não declarada: quando outra pessoa ajuda a preencher o formulário, essa informação deve ser fornecida se solicitada.


Contato deve ser do próprio viajante

Outro ponto destacado diz respeito às informações de contato. Mesmo quando o agente de viagens auxilia no preenchimento, os dados informados devem ser os do solicitante, e não os do profissional que presta o atendimento.

A orientação permite que o consulado se comunique diretamente com o viajante. Durante a apresentação, a equipe também lembrou que não pode fornecer a terceiros informações sobre casos individuais de solicitação de visto.

Os dados biográficos devem seguir o passaporte, incluindo o nome completo e as preposições que fazem parte do registro. A equipe também recomendou conferir as informações antes do envio e verificar se continuam corretas e atualizadas.

Conferência antes do envio

Para os agentes de viagens, uma das principais orientações do treinamento foi pedir ao cliente que revise as informações antes de enviar o formulário. A equipe consular ressaltou que os dados precisam corresponder à situação real do solicitante, inclusive quando há mudanças entre o primeiro atendimento e a conclusão do pedido.

O auxílio do agente não elimina a necessidade dessa conferência. O profissional pode orientar o passageiro durante o processo, mas as respostas devem refletir as informações e as circunstâncias do próprio solicitante.

Durante o encontro, os representantes americanos também esclareceram que o visto permite ao viajante se apresentar na fronteira dos Estados Unidos, mas não garante a entrada naquele país. A decisão de admissão é tomada pelas autoridades responsáveis pelo controle migratório.

O treinamento faz parte de uma iniciativa de aproximação entre o consulado e o mercado brasileiro de Turismo, com o objetivo de capacitar os profissionais que orientam os passageiros interessados em visitar os Estados Unidos.

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes