Consulado dos EUA aponta 10 erros no preenchimento do formulário de visto; confira
Treinamento a agentes detalha falhas no formulário DS-160 e orienta profissionais a revisar dados sempre

O preenchimento do formulário de solicitação de visto americano exige atenção individual a cada cliente. Informações de outro passageiro inseridas por engano, dados divergentes do passaporte e respostas incompletas estão entre os erros apontados pela equipe consular dos Estados Unidos durante treinamento para agentes de viagens realizado no Consulado-Geral dos EUA em São Paulo.
A apresentação, realizada nesta terça-feira (20) para cerca de 100 agentes, teve como foco o formulário DS-160, utilizado nos pedidos de vistos de não imigrante, e mostrou situações que podem comprometer a qualidade das informações fornecidas às autoridades americanas.
Um dos problemas citados é o reaproveitamento de dados de um formulário para preencher o de outro cliente sem a devida conferência. Esse procedimento pode levar à inclusão de nomes ou outras informações pessoais de terceiros no pedido de visto.
Quais erros exigem atenção dos agentes?
A apresentação do consulado destacou dez falhas recorrentes no preenchimento dos formulários:
- Dados de outros clientes: informações pessoais de um passageiro podem acabar no formulário de outro;
- Telecódigos ausentes: a apresentação apontou a necessidade de atenção a esse campo para pessoas nascidas na China, em Taiwan, em Hong Kong e em Macau;
- Redes sociais preenchidas incorretamente: devem ser informados os nomes de usuário nos campos correspondentes;
- Histórico profissional e educacional incompleto: empregos anteriores e instituições de ensino não devem ser omitidos quando solicitados;
- Omissão de antecedentes: recusas anteriores de vistos e histórico criminal devem ser declarados quando exigidos pelo formulário;
- Renda informada incorretamente: é preciso observar o período solicitado em cada campo, como a renda mensal;
- Acompanhantes não informados: os companheiros de viagem devem ser incluídos quando solicitados;
- Familiares nos Estados Unidos omitidos: as perguntas sobre parentes no país devem ser respondidas corretamente;
- Motivo da viagem incompatível com os planos reais: o objetivo da visita deve refletir o que o passageiro pretende fazer;
- Assistência de terceiros não declarada: quando outra pessoa ajuda a preencher o formulário, essa informação deve ser fornecida se solicitada.
Contato deve ser do próprio viajante
Outro ponto destacado diz respeito às informações de contato. Mesmo quando o agente de viagens auxilia no preenchimento, os dados informados devem ser os do solicitante, e não os do profissional que presta o atendimento.
A orientação permite que o consulado se comunique diretamente com o viajante. Durante a apresentação, a equipe também lembrou que não pode fornecer a terceiros informações sobre casos individuais de solicitação de visto.
Os dados biográficos devem seguir o passaporte, incluindo o nome completo e as preposições que fazem parte do registro. A equipe também recomendou conferir as informações antes do envio e verificar se continuam corretas e atualizadas.
Conferência antes do envio
Para os agentes de viagens, uma das principais orientações do treinamento foi pedir ao cliente que revise as informações antes de enviar o formulário. A equipe consular ressaltou que os dados precisam corresponder à situação real do solicitante, inclusive quando há mudanças entre o primeiro atendimento e a conclusão do pedido.
O auxílio do agente não elimina a necessidade dessa conferência. O profissional pode orientar o passageiro durante o processo, mas as respostas devem refletir as informações e as circunstâncias do próprio solicitante.
Durante o encontro, os representantes americanos também esclareceram que o visto permite ao viajante se apresentar na fronteira dos Estados Unidos, mas não garante a entrada naquele país. A decisão de admissão é tomada pelas autoridades responsáveis pelo controle migratório.
O treinamento faz parte de uma iniciativa de aproximação entre o consulado e o mercado brasileiro de Turismo, com o objetivo de capacitar os profissionais que orientam os passageiros interessados em visitar os Estados Unidos.