Infraero encerra obra e libera voos em Congonhas (SP)

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Após 32 dias de obras, o aeroporto agora conta com uma pista com mais capacidade de drenagem e maior aderência para os pneus das aeronaves
Após 32 dias de obras, o aeroporto agora conta com uma pista com mais capacidade de drenagem e maior aderência para os pneus das aeronaves
A pista principal do Aeroporto de Congonhas voltará a receber pousos e decolagens neste domingo (6) após conclusão dos 32 dias de obras. Com a reforma do pavimento, a Infraero entrega ao aeroporto uma pista com mais capacidade de drenagem (rápido escoamento da água de chuva) e maior aderência para os pneus das aeronaves. Durante o período de trabalho, foram feitas a fresagem do revestimento asfáltico antigo, a execução de camada estrutural de concreto asfáltico com grooving na região das cabeceiras; e aplicação de camada superficial porosa de atrito, bem como a sinalização horizontal. Ao todo, R$ 11,5 milhões foram investidos na nova pista.

Todas essas atividades exigiram um trabalho coordenado, que contou com duas usinas de asfalto para atender a obra, sendo 4,4 mil m³ de concreto asfáltico e 1,8 mil m³ de camada superficial de porosa de atrito. Esses materiais foram manejados por 120 caminhões, quatro vibro acabadoras (equipamento de pavimentação); três fresadoras de asfalto, um equipamento de grooving e 30 torres de iluminação, que permitiram que os 180 profissionais trabalhassem em três turnos, executando a obra, dentro do cronograma, nos 1.940 metros de comprimento da pista.

“A equipe de Engenharia e Operações da Infraero demonstrou sua capacidade de fazer uma grande obra no segundo maior aeroporto do país em número de passageiros. Isso mostra a capacidade que a empresa tem para conceber e executar projetos em aeroportos complexos como Congonhas e Santos Dumont ou em terminais de menor porte, como os que atendem a aviação regional”, avalia o presidente da empresa, Brigadeiro Paes de Barros.

A primeira operação programada é a chegada do voo 3009, da Latam, marcado para às 10h05.

PERÍODO DAS OBRAS

A decisão de manter as obras entre os meses de agosto e setembro também levou em consideração a baixa incidência de chuvas na capital paulista durante o período dos trabalhos. “A Infraero usou sua expertise nesse tipo de obra e, com o trabalho alinhado e coordenado, concluiu a reforma com tranquilidade, assim como na reforma da pista do Santos Dumont no ano passado”, afirma o superintendente de Engenharia da Infraero, Giuliano Capucho.

O bom andamento dos trabalhos contou também com a contribuição das companhias aéreas, Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) e demais entes públicos relacionados, como Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura e Agência Nacional de Aviação Civil, que desde o início do ano participaram ativamente do planejamento de cada etapa das obras.
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