Vinci Compass assume controle do Galeão após compra de participação da Changi
Gestora assume 70% da Changi e projeta novos investimentos no aeroporto do Rio

A concessionária RIOgaleão confirmou a venda de 70% da participação da Changi Airports, de Cingapura, para a gestora carioca Vinci Compass. Com a transação, a Vinci se torna a nova controladora do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A Vinci Airports já administra o Aeroporto de Salvador e mais 7 na região Norte.
A fatia da Changi no Galeão, que até então detinha 51%, cai para 15,3%, enquanto a Infraero segue com 49%. Essa participação estatal deve ser leiloada em 2026, e a Vinci já manifestou interesse em disputar o ativo para consolidar o controle do terminal. O valor do negócio não foi divulgado. A operação ainda depende de aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
A Changi assumiu o Galeão em 2013, ao vencer o leilão com oferta de aproximadamente R$ 19 bilhões, quase quatro vezes acima do lance mínimo estipulado pelo governo. Desde então, enfrentou dificuldades diante da crise econômica, da pandemia de covid-19 e da concorrência com o Aeroporto Santos Dumont.
Em 2023, um acordo mediado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ajustou cláusulas da concessão, vinculando os repasses do Galeão ao desempenho do Santos Dumont. A medida trouxe previsibilidade financeira e atratividade para novos investidores.
Investimentos e movimentação
De acordo com Alexandre Monteiro, presidente da concessionária, em declaração ao Diário do Comércio, a entrada da Vinci deve elevar a capacidade de investimentos para um patamar entre R$ 100 milhões e R$ 140 milhões por ano.
Entre janeiro e julho de 2024, o Galeão movimentou 9,98 milhões de passageiros, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2023. O terminal ocupa hoje a terceira posição entre os aeroportos mais movimentados do país, atrás de Guarulhos (SP) e Congonhas (SP).