Lula vai anular portaria que amplia limite de passageiros no Santos Dumont
Decisão foi tomada em reunião realizada hoje com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em Brasília

O governo federal vai revogar o Despacho Decisório nº 6/2025, do Ministério de Portos e Aeroportos, que flexibilizava o limite de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Até esta terça-feira (3), o terminal estava autorizado a receber 500 mil passageiros adicionais durante o ano de 2026.
A decisão, que foi tomada em reunião realizada hoje entre o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, representa uma mudança na política aeroportuária para a capital fluminense.
"Contra fatos não há argumentos e os números não mentem: as medidas tomadas pelo presidente Lula no início de seu mandato permitiram a recuperação do aeroporto do Galeão, aumentando o número de turistas e negócios para o Estado do Rio! Mais uma vez meu muito obrigado ao presidente Lula pela defesa permanente dos interesses do Rio de Janeiro"
Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro
Segundo o trade carioca defensor da decisão, a limitação de operações no Santos Dumont tem contribuído para a retomada do movimento no Galeão, que vinha registrando perda de tráfego nos últimos anos. A redistribuição de voos e passageiros teria impulsionado a chegada de turistas nacionais e internacionais.
Desde a implementação da coordenação entre os aeroportos, iniciada em outubro de 2023, o Galeão registrou crescimento superior a 50% no número de passageiros no primeiro trimestre de 2025 e, entre janeiro e julho deste do ano passado, recebeu quase 10 milhões de viajantes.
No acumulado entre 2023 e 2025, a movimentação conjunta do Santos Dumont e do RIOgaleão cresceu 21%. Para o trade, os dados comprovam que a política de restrição e coordenação dos voos é fundamental para garantir maior conectividade, fortalecer a malha aérea e ampliar a movimentação de passageiros e cargas, com reflexos diretos no desenvolvimento econômico da cidade, do estado e do País.