Congonhas pode ter horário de operação ampliado em casos excepcionais
Segundo a Abear, ausência de regras claras para exceções dificulta o planejamento operacional das empresas

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade que representa companhias como Azul, Gol e Latam, apresentou um pedido para ampliar o horário de funcionamento do Aeroporto de Congonhas em situações extraordinárias. Atualmente, o terminal opera oficialmente entre 6h e 23h.
Segundo a Abear, a ausência de regras claras para exceções dificulta o planejamento operacional das empresas em cenários críticos. A solicitação já está sendo analisada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
"A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informa que encaminhou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um pedido de revisão da Resolução 55, de 8 de outubro de 2008, para permitir a extensão excepcional da operação no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após as 23h. A medida é restrita a situações de emergência ou de força maior, como condições meteorológicas adversas, que determinem a interrupção da operação por motivos de segurança, o que tem efeitos em toda a malha aérea do país. O objetivo é atualizar a norma para dar previsibilidade e agilidade às iniciativas adotadas pelas autoridades em coordenação com as empresas aéreas e a operadora aeroportuária para mitigar os impactos para os passageiros"
Abear, em comunicado oficial
A associação propõe que a ampliação temporária do horário possa ser autorizada em casos como:
- interrupções significativas nas operações de pouso e decolagem;
- degradação temporária da infraestrutura aeroportuária;
- condições meteorológicas adversas;
- ocorrências operacionais relevantes ou eventos externos fora do controle das companhias;
- impactos operacionais que afetem mais de 600 passageiros.
A Abear utilizou dois episódios recentes para justificar a necessidade de flexibilização das regras. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, quando fortes ventos provocaram o cancelamento de 571 voos. O segundo aconteceu em abril deste ano, quando o prédio da torre de controle do espaço aéreo de São Paulo precisou ser evacuado após suspeita de vazamento de gás. Na ocasião, 178 voos foram cancelados.
Com informações da CBN.