EES: filas em aeroportos de Portugal preocupam setor e obrigam governo a ampliar estrutura
EES substituiu os tradicionais carimbos nos passaportes por registros biométricos desde outubro de 2025

Os longos tempos de espera registrados nos aeroportos portugueses, especialmente em Lisboa, desde outubro de 2025, com a chegada do Novo Sistema de Entrada/Saída de Turistas (EES), continuam gerando preocupação entre autoridades, empresas do setor e entidades de Turismo portugueses.
Apesar dos transtornos enfrentados por passageiros desde a implementação do EES, economistas avaliam que os impactos sobre o Turismo e a economia do país tendem a ser temporários.
O EES, que substituiu os tradicionais carimbos nos passaportes por registros biométricos, passou a funcionar integralmente em abril deste ano. Desde então, filas de várias horas têm sido registradas principalmente no Aeroporto de Lisboa, com relatos frequentes de passageiros que perderam conexões e voos.
Representantes da indústria do Turismo já demonstram maior preocupação com os efeitos da situação sobre a reputação internacional de Portugal. Em entrevista ao Jornal Económico, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, afirmou que o problema precisa ser solucionado antes do pico da temporada de verão europeu.
Governo amplia estrutura e reduz tempos de espera

Diante das críticas, o governo português reforçou recentemente a operação de controle de fronteiras nos aeroportos. O Aeroporto de Lisboa recebeu 48 novos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), além da ampliação do número de postos de atendimento e portões eletrônicos.
Segundo o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, os tempos de espera foram reduzidos em cerca de 50% após a implementação das medidas. Dados da ANA Aeroportos indicam que as filas antes do embarque ficaram próximas de 13 minutos, enquanto nas chegadas o tempo médio ficou abaixo de uma hora.
Além disso, Portugal passou a utilizar um mecanismo previsto pela regulamentação europeia que permite suspender temporariamente a recolha de dados biométricos em momentos de grandes filas, medida validada pela Comissão Europeia até setembro, período que engloba a alta temporada de viagens.