Infraero assume gestão do Aeroporto de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha
Infraero já definiu um pacote de investimentos de R$ 23 milhões para adequar a infraestrutura do aeroporto

O governo federal realizou a transferência da outorga do Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul (RS), para a Infraero. A medida representa um passo importante para fortalecer a infraestrutura aeroportuária da Serra Gaúcha e para ampliar a conectividade aérea da região.
A transferência permitirá que a Infraero assuma a gestão do terminal, conduzindo investimentos e adequações necessárias para ampliar a segurança operacional, aumentar a capacidade do aeroporto e melhorar a experiência dos passageiros.
Atualmente, o aeroporto recebe voos das companhias Azul, Gol e Latam para São Paulo. Em 2025, o terminal movimentou cerca de 344 mil passageiros. O recorde foi registrado em 2024, quando mais de 450 mil pessoas utilizaram o aeroporto.
"Há pouco mais de dois anos, enfrentávamos juntos um dos maiores desafios da aviação brasileira, trabalhando para restabelecer as operações aéreas e garantir a conexão do estado com o restante do país. Hoje, vemos os resultados desse esforço coletivo. A transferência do Aeroporto de Caxias do Sul para a Infraero fortalece a infraestrutura aeroportuária da Serra Gaúcha e abre caminho para novos investimentos, mais eficiência operacional e melhores condições de atendimento aos passageiros"
Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos
A Infraero já definiu um pacote de investimentos de R$ 23 milhões para adequar a infraestrutura do aeroporto e solucionar restrições operacionais apontadas pela Anac. Entre as intervenções previstas estão obras na área de segurança operacional, recuperação e adequação da faixa de pista, melhorias na sinalização horizontal e no balizamento luminoso, além da construção e recuperação de barreiras de proteção.
As melhorias são consideradas estratégicas para permitir a ampliação da operação do terminal. Atualmente, uma medida cautelar limita o aeroporto a 42 movimentos semanais devido a não conformidades de infraestrutura. Segundo estudos técnicos, a restrição reduz em cerca de 14% o número potencial de voos e representa uma perda estimada de mais de 32 mil passageiros por ano.
Com a execução das obras e a regularização das pendências, a expectativa é ampliar a capacidade operacional do aeroporto, atraindo novos voos e oferecendo mais opções de deslocamento para moradores, turistas e empresários da região.