EMPRESAS

Pagaram para fechar a Avianca Brasil, diz presidente da Azul

CAMPINAS (SP) – A poucos minutos de iniciar a operação do voo que ligará Campinas (SP) a Porto, em Portugal, o presidente da Azul, John Rodgerson, voltou a criticar a postura de suas concorrentes – Gol e Latam – em relação ao imbróglio que envolve a Avianca Brasil. Segundo ele, a Azul está sendo impedida em crescer em aeroportos como Congonhas e Santos Dumont.

Emerson Souza
John Rodgerson, presidente da Azul
John Rodgerson, presidente da Azul
“O fim da Avianca Brasil é triste para mais de cinco mil trabalhadores que ficarão sem emprego, para o consumidor e para o setor aéreo. A gente nunca desejou esse desfecho, nossa intenção era preservar a companhia e os empregos. Mas, infelizmente, não vencemos. As nossas concorrentes pagaram para fechar a Avianca Brasil”, afirmou Rodgerson.

Na semana passada, o juiz Tiago Henrique Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falência do Estado de São Paulo, rejeitou a segunda oferta da Azul Linhas Aéreas pelos ativos da Avianca Brasil. Segundo o magistrado, a Azul não tem legitimidade para invalidar o plano de recuperação aprovado anteriormente, que prevê o leilão de sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) contendo os ativos da Avianca – autorizações de pouso e decolagem em aeroportos.

Para Rodgerson, que não vê chances de a Avianca Brasil retomar suas operações, suspensas pela Anac desde o dia 24 de maio, essa foi a solução encontrada pelas suas concorrentes de barrar o crescimento da Azul e deixá-la de fora da disputada ponte aérea. “Não é justo o que estão fazendo conosco. Voamos para 106 cidades no Brasil, utilizamos aviões brasileiros e somos bastante reconhecidos pelo nosso produto e serviço. Por que não podemos voar entre Congonhas e Santos Dumont?”

#AZULNAPONTEAÉREA

Com o objetivo de chamar a atenção do poder público e da população como um todo, a companhia lançou, na última quinta-feira (30), uma campanha bastante agressiva nas redes sociais. A ação #AzulnaPonteAerea convoca os seguidores da empresa a apoiar sua entrada na ponte aérea São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (Santos Dumont).

“Concorrência é algo bom para os clientes, mas a Gol e a Latam não quiseram a nossa porque sabem que temos o melhor produto. Eles têm medo disso. Eu espero que o Cade e a Anac vejam que tudo o que foi feito por elas e façam a coisa certa”, finalizou o executivo.
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