Lufthansa quer 'covid-free flights' para retomar demanda

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A Europa está sempre entre os destinos favoritos dos brasileiros, mas, com as restrições por conta da pandemia de covid-19 e as fronteiras fechadas, a retomada das viagens no continente ainda é um pouco incerta e vem acontecendo de forma gradual e com limitações, como a dupla nacionalidade para os viajantes do Brasil e necessidade de testes – ou não – em cada país.

Reprodução
Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, e Annette Taeuber, da Lufthansa e Swiss, na LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens
Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, e Annette Taeuber, da Lufthansa e Swiss, na LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens
A LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens de hoje (8) foi dedicada ao assunto e debateu uma série de detalhes do que as principais companhias aéreas que voam do País para a região estão fazendo para retomar a confiança do viajante.

“No auge da pandemia, não paramos de operar. Em abril, passamos a voar com 5% da nossa capacidade, mas, mesmo assim, a rota São Paulo-Frankfurt foi um dos serviços mantidos, dentro de somente cinco destinos internacionais. Isso mostra a importância do País no nosso negócio. Já aumentamos as nossas frequências, voltamos a voar com a Swiss entre São Paulo e Zurique e em dezembro esperamos chegar a 50% da capacidade que oferecíamos entre o Brasil e a Europa antes da pandemia”, conta a diretora geral da Lufthansa e Swiss para o Brasil, Annette Taeuber.

No início da crise causada pelo novo coronavírus, o grupo se manteve focado na repatriação de passageiros, tanto brasileiros que estavam bloqueados na Europa, quanto europeus que estavam restringidos no País. Agora, o grupo conta com cinco voos semanais entre São Paulo e Frankfurt e três para Zurique. Até final do ano, as rotas aumentarão para sete e cinco frequências por semana, respectivamente.

Hoje, as companhias estão oferecendo 70% dos destinos de antes, voando a mercados importantes no Oriente, como Tóquio, Pequim, Tel Aviv e Dubai, e praticamente todos os países europeus. São ótimas notícias, segundo Annette, mas, o que falta, de fato, é a reabertura das fronteiras.

COVID-FREE FLIGHTS
Como forma de retomar a demanda, a Lufthansa está sendo pioneira na iniciativa de sugerir os covid-free flights. Por meio de novos testes que possuem eficiência de 96% e garantem o resultado em 15 minutos, os voos poderiam ser totalmente retomados, sem restrições.

“Para reforçar este argumento, em duas semanas, 100 mil testes PCR foram feitos na Alemanha e somente 1% foi positivo. Dos 1,5 mil passageiros do Brasil, por exemplo, apenas 30 tiveram o vírus detectado. Não tivemos nenhum caso comprovado de infecção a bordo nos nossos voos, voar é seguro e a realização dessa testagem possibilitaria de novo o trânsito de pessoas”, diz a diretora.

E, além da disponibilidade dos testes nos hubs de Frankfurt e Monique, que excluem a necessidade de quarentena obrigatória ao chegar na Alemanha em casos com resultado positivo, passageiros da Lufthansa e Swiss poderão realizar seus testes de covid-19 com 10% de desconto em dois centros de saúde em São Paulo: Hospital Alemão Oswaldo Cruz e CR Diagnósticos, com um quiosque instalado no Aeroporto de Guarulhos.

REABERTURA DAS FRONTEIRAS
Ainda indefinida, a reabertura das fronteiras na Europa é uma das principais preocupações da indústria e dos viajantes. As diferentes regras, restrições e imposições de cada país do continente europeu – qual exige quarentena e qual não, para qual destino é preciso apresentar teste, quem pode entrar em cada país – também dificultam na clareza do panorama.

“Está tudo muito dinâmico. A única coisa que posso dizer é que é preciso observar. Estamos vendo um aumento de casos em alguns países, por isso é necessário observar em qual deles é preciso fazer a quarentena, se o destino de retorno exige o isolamento... É difícil dar uma resposta definitiva sobre o trânsito dentro da Europa, tudo precisa ser observado.”

FLEXIBILIDADE
Usando da flexibilidade como um dos principais fatores para conseguir a confiança do viajante de volta, as companhias aéreas vêm, desde o início da pandemia, oferecendo condições especiais para remarcações e cancelamentos.

Para mudar os planos de viagem, o passageiro do Lufthansa Group pode fazer alterações sem custos adicionais. Os clientes têm a possibilidade de comprar e remarcar até 31 de dezembro deste ano, mas, segundo Annette, o período poderá ser estendido, dependendo da situação da covid-19. “Se não der para viajar, nós remarcamos a passagem. Não cancele, adie.”
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