Spirit Airlines entra com pedido de falência no Chapter 11 pela segunda vez em um ano
Low cost tem enfrentado dificuldades para estabilizar suas operações desde o primeiro pedido, em novembro

A Spirit Airlines entrou hoje (29) com um novo pedido de proteção contra falência no Chapter 11, após crescentes prejuízos que afetaram os esforços de recuperação da companhia aérea desde que ela saiu de uma reestruturação anterior em março.
A low cost tem enfrentado dificuldades para estabilizar as operações desde a primeira falência. No entanto, segundo a companhia aérea, voos, vendas de passagens, reservas e operações continuarão.
A Spirit tentava se reposicionar como uma aérea de custo mais alto para acompanhar as tendências pós-pandemia, que colocaram em xeque a viabilidade do modelo ultra low-cost. Mas sua recuperação foi prejudicada pelas tarifas e cortes orçamentários do governo Trump, que esfriaram o consumo e derrubaram tarifas domésticas.
No início deste mês, a aérea chegou a levantar dúvidas sobre sua capacidade de continuar operando. "Desde que saímos da reestruturação anterior, focados em reduzir dívidas e conseguir capital, ficou claro que ainda há muito a ser feito e mais ferramentas disponíveis para preparar a Spirit para o futuro", comenta o CEO da Spirit Airlines, Dave Davis.
Sediada na Flórida, a Spirit buscou proteção judicial pela primeira vez em novembro passado, após anos de prejuízos, tentativas fracassadas de fusão e endividamento crescente, tornando-se a primeira grande aérea norte-americana a pedir falência desde 2011.
Em 2024, registrou prejuízo líquido de US$ 1,2 bilhão, agravado pelo colapso da fusão de US$ 3,8 bilhões com a JetBlue Airways e por problemas nos motores Pratt & Whitney da RTX, que forçaram a paralisação de parte de sua frota Airbus.
Fundada em 1964 como empresa de transporte rodoviário, passou à aviação nos anos 1980 sob o nome Charter One Airlines. Em 1992, rebatizou-se como Spirit e construiu sua reputação como companhia de baixo custo para viajantes dispostos a abrir mão de extras, como bagagem despachada e marcação de assentos.
A pandemia, no entanto, abalou esse modelo, já que a demanda passou a priorizar mais conforto e experiência, deixando as ultra low-cost em dificuldade para se adaptar.
Com informações do The Guardin.