Laura Enchioglo   |   13/01/2026 17:01

Avianca melhora desempenho geral de emissões de CO2

Companhia aérea obteve uma redução de quase 20% na sua intensidade de carbono nos últimos anos


Divulgação Avianca
Companhia introduziu um número significativamente maior de aeronaves A320neo
Companhia introduziu um número significativamente maior de aeronaves A320neo

Na aviação comercial, crescimento e emissões normalmente caminham na mesma direção. As companhias aéreas adicionam mais voos, consomem mais combustível e produzem mais carbono.

De acordo com dados da EmeraldSky, a Avianca ganhou destaque em relação a todas as demais grandes companhias aéreas. Nos últimos cinco anos, a empresa aumentou sua capacidade total em mais de dezoito por cento (18,1%) e, ao mesmo tempo, reduziu suas emissões totais de carbono em mais de cinco por cento (5,1%).

Uma frota que hoje é muito diferente

A Avianca fez uma série de escolhas que redesenharam as aeronaves que opera. Quase dois terços de seus aviões Airbus A319 deixaram a operação, juntamente com toda a frota de A321. Em seu lugar, a companhia introduziu um número significativamente maior de aeronaves A320neo e unidades adicionais do A320ceo.

A operação de longo curso também mudou. Aeronaves A330 mais antigas foram retiradas, enquanto a frota de Boeing 787 cresceu. A Avianca também deixou para trás suas operações com jatos regionais e turboélices, optando por simplificar e focar em aeronaves que oferecem melhor desempenho em eficiência de combustível.

Um dos resultados mais importantes foi o aumento do tamanho médio das aeronaves. Em 2019, o avião típico da Avianca tinha 144 assentos. Hoje, esse número é de 181. Isso foi alcançado por meio da reconfiguração de toda a frota, tanto de aeronaves de corredor único como de fuselagem larga. Embora a idade média da frota tenha aumentado ligeiramente para nove anos e meio – reflexo de problemas globais na cadeia de suprimentos que afetaram todas as companhias aéreas –, a eficiência geral da frota apresentou, ainda assim, uma melhora significativa.

Mais assentos e mais eficiência

Em 2024, a Avianca havia restabelecido sua atividade de voos ao mesmo nível operado em 2019. A diferença é que a companhia passou a gerar muito mais capacidade, pois estava voando com aeronaves maiores e, em média, em trechos ligeiramente mais longos. A retirada das operações com turboélices também significou que o tempo de voo não aumentou de forma relevante, mesmo com o crescimento da distância média dos trechos.

Como resultado, houve um aumento de 18,1% nos assentos-quilômetro disponíveis. Ao mesmo tempo, a migração para aeronaves mais novas e mais eficientes levou a uma redução de 5,1% nas emissões absolutas de carbono.

Quando combinados, esses fatores geraram uma melhora expressiva na intensidade de carbono. A Avianca passou de 82,6 gramas de carbono por assento-quilômetro disponível para 66,3 gramas. Isso representa uma redução de quase 20%.

Quer receber notícias como essa, além das mais lidas da semana e a Revista PANROTAS gratuitamente?
Entre em nosso grupo de WhatsApp.

Tópicos relacionados

Foto de Laura Enchioglo

Conteúdos por

Laura Enchioglo

Laura Enchioglo tem 4332 conteúdos publicados no Portal PANROTAS. Confira!

Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Laura Enchioglo é repórter na PANROTAS, onde entrou como estagiária em 2023. Tem experiência em assessoria de imprensa e na cobertura de economia e finanças.