Filip Calixto   |   28/01/2026 08:21

Boeing fecha 2025 com receita de US$ 89,5 bilhões e carteira recorde de pedidos

Receita anual e volume de entregas atingem os maiores níveis desde 2018

Divulgação
Receita aumentou para US$ 23,9 bilhões, refletindo principalmente 160 entregas comerciais
Receita aumentou para US$ 23,9 bilhões, refletindo principalmente 160 entregas comerciais

A Boeing encerrou 2025 com receita de US$ 89,5 bilhões e 600 entregas de aeronaves comerciais, os maiores volumes anuais registrados pela companhia desde 2018. Ao fim do ano, a carteira total de pedidos alcançou um recorde de US$ 682 bilhões, incluindo mais de 6,1 mil aeronaves comerciais.

O resultado anual foi influenciado por mais de 1,1 mil encomendas líquidas na área de Aviões Comerciais e pelo desempenho dos três principais segmentos da empresa. Em dezembro, a Boeing concluiu a aquisição da Spirit AeroSystems, operação que impactou os números financeiros e a estrutura de capital da companhia.

Ao término de 2025, o caixa e os investimentos em títulos negociáveis somavam US$ 29,4 bilhões, enquanto a dívida totalizou US$ 54,1 bilhões. A empresa manteve linhas de crédito disponíveis de US$ 10 bilhões, sem utilização.

Na divisão de Aviões Comerciais, a carteira de pedidos atingiu US$ 567 bilhões. Ao longo do ano, os programas 737, 787 e 777X avançaram em produção e certificação, com destaque para o aumento da taxa mensal do 737 para 42 aeronaves e o avanço dos testes do 777-9, cuja primeira entrega segue prevista para 2027.

A área de Defesa, Espaço e Segurança encerrou o ano com carteira de pedidos de US$ 85 bilhões, sendo 26% provenientes de clientes fora dos Estados Unidos. Em Serviços Globais, a Boeing registrou encomendas anuais de US$ 28 bilhões e carteira de US$ 30 bilhões.

Desempenho do quarto trimestre

No quarto trimestre, a Boeing registrou receita de US$ 23,9 bilhões, impulsionada por 160 entregas comerciais. O período foi marcado por um ganho de US$ 9,6 bilhões relacionado à venda da divisão de Soluções de Aviação Digital, que impactou o lucro por ação.

O fluxo de caixa operacional no trimestre foi de US$ 1,3 bilhão, e o fluxo de caixa livre somou US$ 0,4 bilhão. A empresa também avançou em contratos e entregas nas áreas comercial, de defesa e de serviços ao longo do período.

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes