Pedro Menezes   |   27/03/2026 09:45
Atualizada em 27/03/2026 09:52

Azul registra EBTIDA recorde, reduz dívida e atinge quase R$ 22 bilhões de receita em 2025

Azul registra EBITDA recorde no 4T25 e conclui reestruturação com dívida reduzida e liquidez reforçada


Guilherme Mion
Segundo a companhia, os números refletem a execução disciplinada do plano de negócios e o impacto positivo da reestruturação concluída em fevereiro deste ano
Segundo a companhia, os números refletem a execução disciplinada do plano de negócios e o impacto positivo da reestruturação concluída em fevereiro deste ano

A Azul Linhas Aéreas acaba de divulgar os resultados operacionais e financeiros referentes ao quarto trimestre e ao acumulado de 2025, com destaque para resultados operacionais recordes e para a conclusão de seu processo de reestruturação financeira sob o Chapter 11 nos Estados Unidos.

O movimento reposicionou a companhia para uma nova fase de crescimento com menor alavancagem e maior geração de caixa. Tanto é que a transportadora registrou um EBITDA histórico de R$ 2,1 bilhões no período, alta de 9,6% na comparação anual, com margem de 36,9%.

A receita operacional, por sua vez, totalizou R$ 5,8 bilhões no trimestre, avanço de 4,6% impulsionado por demanda, ajustes de malha e pelo desempenho de unidades complementares. O resultado operacional também atingiu recorde, chegando a R$ 1,4 bilhão, crescimento de 14,7%.

Segundo a companhia, os números refletem a execução disciplinada do plano de negócios e o impacto positivo da reestruturação concluída em fevereiro deste ano. Tanto é que, ao todo, a Azul transportou cerca de 8 milhões de passageiros entre outubro e dezembro.

PANROTAS / Filip Calixto
John Rodgerson, CEO da Azul
John Rodgerson, CEO da Azul

Encerramos 2025 com mais um trimestre de sólido desempenho financeiro e operacional, com diversos recordes históricos. Esses resultados destacam o sucesso de nossa reestruturação sob o Chapter 11, concluída em menos de nove meses. Por meio do esforço dedicado a essa ampla reestruturação, posicionamos a Azul para um crescimento sustentável de longo prazo e aumentamos nossa resiliência financeira. Com o apoio de nossos principais stakeholders, incluindo arrendadores de aeronaves, bondholders e parceiros estratégicos, a Azul fortaleceu consideravelmente seu balanço, saindo com uma alavancagem líquida abaixo de 2,5x. O EBITDA ainda cresceu e atingiu um recorde histórico de R$ 2,1 bilhões no trimestre, confirmando mais uma vez nossa rentabilidade líder no setor”

John Rodgerson, CEO da Azul

No acumulado de 2025, a Azul registrou receita líquida total de R$ 21,9 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024, enquanto o resultado operacional atingiu R$ 3,6 bilhões, avanço de 3,8%. Já o EBITDA somou R$ 6,65 bilhões, alta de 9,6% no comparativo anual, com margem de 30,4%. A companhia também ampliou sua capacidade medida em ASK em 10% no ano e manteve evolução nos indicadores unitários.

Reestruturação reduz dívida e fortalece balanço

Divulgação
No acumulado de 2025, a Azul registrou receita líquida total de R$ 21,9 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024
No acumulado de 2025, a Azul registrou receita líquida total de R$ 21,9 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024

Destaque para a conclusão do processo de reorganização financeira. A operação resultou em uma redução aproximada de R$ 17 bilhões, sendo R$ 6,7 bilhões em empréstimos e financiamentos e R$ 9,8 bilhões em passivos de arrendamento de aeronaves.

Com isso, a alavancagem líquida caiu para menos de 2,5 vezes o EBITDA. Além disso, a Azul conseguiu reduzir em cerca de 50% seus pagamentos anuais de juros e em mais de 30% as despesas recorrentes com leasing, criando condições para maior geração de caixa nos próximos anos.

Operação internacional + auxiliares

No trimestre, a capacidade total medida em ASK cresceu 1,1%, com destaque para o avanço de 11,8% na operação internacional. O tráfego de passageiros (RPK), por sua vez, aumentou 2,1%, superando a alta da oferta e elevando a taxa de ocupação para 85%, novo recorde para o 4T25.

Já as unidades Azul Fidelidade, Azul Cargo e Azul Viagens mantiveram crescimento de dois dígitos no período e seguiram ampliando sua contribuição para a rentabilidade da empresa. Essas operações já representaram 21% do RASK no trimestre.

Liquidez cresce e posiciona empresa para 2026

PANROTAS / Emerson Souza

John Rodgerson, CEO da Azul
John Rodgerson, CEO da Azul

A Azul encerrou o trimestre com liquidez imediata de R$ 3,7 bilhões, alta de 22,4% na comparação anual. Parte desse reforço veio da emissão de US$ 1,375 bilhão em Senior Notes, cuja demanda superou em sete vezes o volume inicialmente ofertado, além de captação de US$ 850 milhões via emissão de ações.

Segundo a companhia, a nova estrutura financeira permite enfrentar com maior segurança desafios macroeconômicos, como oscilações no preço do combustível e variações cambiais.

Com a reestruturação concluída, a empresa afirma iniciar 2026 com balanço mais robusto, menor exposição a riscos financeiros e uma malha aérea diferenciada, na qual cerca de 80% das rotas operadas não possuem concorrência direta.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.