Pedro Menezes   |   09/04/2026 10:27
Atualizada em 09/04/2026 11:10

Latam avalia mais de 30 destinos para operar com Embraer E195-E2

Estratégia também reforça o papel dos hubs da companhia, como os aeroportos de Guarulhos e de Brasília


Divulgação
Com capacidade para cerca de 136 passageiros, a aeronave chega para complementar a frota atual da companhia
Com capacidade para cerca de 136 passageiros, a aeronave chega para complementar a frota atual da companhia

A Latam está pronta para iniciar, a partir do último trimestre deste ano, uma nova fase em sua operação doméstica com a chegada das primeiras aeronaves E195-E2, fabricadas pela Embraer, que irão ampliar a presença da companhia em destinos regionais e fortalecer a sua conectividade.

Com capacidade para cerca de 136 passageiros, a aeronave chega para complementar a frota atual da companhia, composta por aeronaves entre 144 e 180 assentos. Na prática, isso permite à Latam ajustar de forma mais precisa a oferta à demanda, especialmente em rotas de menor densidade.

É o que disse Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil. Segundo ele, será possível otimizar rotas já existentes, redistribuir aviões maiores para mercados mais movimentados e, em alguns casos, aumentar a frequência de voos em cidades menores.

"Quando incorporamos um modelo com 136 assentos, ganhamos mais flexibilidade para ajustar na medida a oferta com a demanda das rotas menos densas. Ou seja, conseguimos otimizar rotas já existentes, liberar aeronaves maiores para mercados mais densos e, em alguns casos, até conseguir ofertar mais horários de voos para o cliente nas cidades menores", revelou Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

PANROTAS / Emerson Souza
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil

Outro impacto relevante está na expansão da malha. Desde o anúncio da compra do E195-E2, mais de 30 novos destinos no Brasil passaram a ser analisados pela equipe de planejamento da Latam.

"Quando anunciamos a compra do E2, mais de 30 novos destinos no Brasil passaram imediatamente a ser analisados pelo nosso time de planejamento. Cidades que antes não estavam no radar (por limitações de pista ou pelo perfil de demanda) passaram a fazer sentido. Vamos anunciar essas novidades ao longo do ano, à medida que abrirmos as vendas de passagens"

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil

A estratégia também reforça o papel dos hubs da companhia, como o aeroporto de São Paulo/Guarulhos e o aeroporto de Brasília. De acordo com a Latam, cada nova rota é planejada não apenas de forma isolada, mas integrada a uma rede maior, permitindo conexões mais eficientes para passageiros e cargas.

"Uma rota nunca é pensada apenas entre o ponto A e o ponto B. Para ser sustentável, ela precisa se integrar a uma rede maior. Por isso, analisamos cuidadosamente como cada novo destino que vamos operar com o E2 pode se conectar aos nossos hubs (centros de conexões) e abrir caminhos para toda a nossa malha no Brasil e no Exterior. E você? Se fosse planner da nossa malha aérea, em qual rota colocaria o primeiro E195-E2 da Latam para voar?", questionou o CEO, em suas redes sociais.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.