Pedro Menezes   |   28/04/2026 09:53

Pilotos de Portugal alertam para riscos de entrada do Grupo Luthansa no capital da Tap

Preocupação com a preservação do hub lisboeta é um dos pontos estruturais do processo de privatização


Divulgação/Inframérica
Sindicato defende que a avaliação dos potenciais investidores deve incluir não apenas critérios financeiros e estratégicos, mas também a “idoneidade laboral”
Sindicato defende que a avaliação dos potenciais investidores deve incluir não apenas critérios financeiros e estratégicos, mas também a “idoneidade laboral”

O SPAC (Sindicato de Pilotos da Aviação Civil de Portugal) elevou o tom em relação ao processo de privatização parcial da Tap Air Portugal, ao alertar o governo português para os riscos aos empregos portugueses de uma eventual entrada do Lufthansa Group no capital da companhia.

Em carta enviada ao Ministério das Infraestruturas, o sindicato defende que a avaliação dos potenciais investidores deve incluir não apenas critérios financeiros e estratégicos, mas também a “idoneidade laboral”, apontando preocupações com o histórico de relações trabalhistas do grupo alemão.

A manifestação ocorre num momento decisivo do processo de venda de até 44,9% do capital da Tap a um investidor estratégico, com outros 5% reservados aos trabalhadores, mantendo o Estado português a posição maioritária. Atualmente, a disputa está concentrada entre o Lufthansa Group e o Air France-KLM.

Na carta, o SPAC afirma não se opor à reprivatização em si, mas defende que qualquer parceiro estratégico deve apresentar garantias sólidas sobre acordos existentes e estabilidade das relações laborais.

O sindicato alerta que eventuais mudanças no modelo de gestão poderiam comprometer a chamada “paz social” na companhia e afetar o papel estratégico do hub de Lisboa, considerado central para a conectividade internacional de Portugal, especialmente nas rotas para o Brasil, África e América do Norte.

A preocupação com a preservação do hub lisboeta é um dos pontos estruturais do processo de privatização. O governo português exige que eventuais compradores mantenham a marca TAP e a relevância operacional dos principais hubs nacionais, incluindo Lisboa, Porto e Faro, como condição para avançar com a operação.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.