América Latina e Caribe movimentam quase 40 milhões de passageiros em abril
Segundo Alta, preços das passagens aéreas para o consumidor brasileiro aumentaram 23,2% no mês passado

O tráfego aéreo total de passageiros de, para e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 39,2 milhões de viajantes no mês de abril. O resultado representa um crescimento anual de 1% em relação a abril de 2025, o equivalente a 392 mil passageiros adicionais.
O desempenho marca uma desaceleração em comparação com o primeiro trimestre do ano, quando a região registrou expansões mensais superiores a 6%, influenciada principalmente pelo menor dinamismo em alguns dos maiores mercados da região, especialmente Brasil e México.
Ainda assim, o tráfego dentro da América Latina e do Caribe continuou crescendo acima da média regional, enquanto as companhias aéreas sediadas na região registraram o maior crescimento entre todas as regiões do mundo em abril, segundo dados da Iata.
No período, a capacidade cresceu 2,4%, a demanda avançou 2,5% e a taxa de ocupação chegou a 83,3% na comparação anual. O mercado doméstico representou 54,8% do total, enquanto o internacional concentrou 45,2%. Apesar disso, o crescimento regional desacelerou em relação ao primeiro trimestre.
O tráfego cresceu 1% em abril na comparação anual, abaixo das altas de janeiro (+6,2%), fevereiro (+6,6%) e março (+6%). O tráfego intrarregional continuou crescendo acima da média regional. O fluxo entre países da América Latina e do Caribe aumentou 6,2%, enquanto o tráfego extrarregional registrou queda de 0,4%.
O Brasil apresentou crescimento mais moderado. O principal mercado aéreo da região avançou 1,8%, após registrar altas de 10,3% em janeiro, 9,9% em fevereiro e 8,3% em março. Apesar disso, os preços dos combustíveis estavam 41% mais altos no Brasil, enquanto as preços das passagens aéreas para o consumidor aumentaram 23,2% no mês passado.
"Em abril, o crescimento regional desacelerou para 1%, em um contexto de maior pressão sobre os custos. O combustível está 41% mais caro no Brasil e 60% mais caro no México do que há um ano. Ainda assim, o tráfego intrarregional continuou crescendo 6,2%. Por isso, é fundamental a articulação entre governos e indústria para fortalecer e proteger a conectividade, que leva desenvolvimento e bem-estar à região, além de mitigar as variáveis externas que pressionam o setor", afirmou Peter Cerdá, CEO da Alta.