CEO da United descarta grande fusão após negativa da American Airlines
Scott Kirby diz que empresa agora seguirá atenta a oportunidades envolvendo slots, portões e outros ativos

A United Airlines não pretende ir em busca de uma nova grande fusão após a American Airlines descartar qualquer possibilidade de combinação entre as duas empresas. Ainda assim, a companhia permanece aberta à aquisição de ativos estratégicos, como slots de pouso e decolagem, portões de embarque e outros recursos que possam surgir no mercado.
A declaração foi feita pelo CEO da United, Scott Kirby, em entrevista à Reuters. "A consolidação é improvável para a United", afirmou Kirby. "Isso não significa que deixaremos de estar no mercado para comprar ativos, mas uma consolidação tem baixa probabilidade."
A tentativa de fusão ocorreu em abril. O executivo chegou a apresentar a ideia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fevereiro. O CEO da American, Robert Isom, rejeitou publicamente a proposta, classificando-a como anticompetitiva e prejudicial aos consumidores.
Kirby defendeu que uma eventual união entre as duas maiores companhias poderia beneficiar os passageiros, mas reconheceu que uma operação dessa magnitude seria inviável sem o apoio da administração da empresa parceira. O CEO reforçou ainda que qualquer operação dependeria de um "parceiro disposto" a negociar.