Pedro Menezes   |   16/06/2026 18:16

EUA encerram investigação sobre apagão operacional da Delta após falha da Crowdstrike

Apesar do fim da investigação regulatória, a batalha judicial entre Delta e CrowdStrike segue em andamento


Divulgação
Durante cinco dias, em agosto de 2024, a Delta cancelou cerca de 7 mil voos e registrou mais de 10 mil atrasos
Durante cinco dias, em agosto de 2024, a Delta cancelou cerca de 7 mil voos e registrou mais de 10 mil atrasos

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT) encerrou a investigação sobre o colapso operacional que afetou a Delta Air Lines em julho de 2024, quando uma atualização defeituosa da empresa de cibersegurança CrowdStrike provocou uma pane global em sistemas Microsoft Windows.

Durante cinco dias, a Delta cancelou cerca de 7 mil voos e registrou mais de 10 mil atrasos, tornando-se a companhia aérea norte-americana mais impactada pelo incidente. A falha tecnológica afetou diversos setores ao redor do mundo, incluindo companhias aéreas, bancos e serviços de saúde.

Em comunicado, o DOT informou que concluiu que os passageiros da Delta receberam reembolsos de forma adequada, assistência para bagagens e suporte apropriado para viajantes com deficiência. Segundo o órgão, a investigação foi encerrada após a constatação de que a empresa atendeu todas as exigências.

“Após a análise, foi determinado que os passageiros da Delta receberam reembolsos imediatos, assistência adequada para bagagens e suporte apropriado para passageiros com deficiência”

DOT, em comunicado oficial

O órgão acrescentou que orientou a companhia a continuar garantindo assistência ao cliente e notificações rápidas sobre o direito ao reembolso. A Delta, por sua vez, comemorou a decisão. Em nota, a empresa afirmou que sua principal prioridade durante a crise foi cuidar de clientes e funcionários.

“Somos gratos ao Departamento de Transportes por reconhecer as circunstâncias catastróficas e sem precedentes que enfrentamos, bem como a forma como cuidamos dos clientes, incluindo milhões de dólares em reembolsos, hospedagem, alimentação e assistência com bagagens”, declarou a companhia.

Disputa judicial continua

Apesar do encerramento da investigação regulatória, a batalha judicial entre Delta e CrowdStrike segue em andamento. Em outubro de 2024, a companhia aérea processou a empresa de segurança cibernética em um tribunal da Geórgia, alegando que a atualização defeituosa causou prejuízos superiores a US$ 500 milhões.

O processo ainda tramita, embora, em 2025, a Justiça tenha rejeitado algumas das acusações mais graves apresentadas pela Delta. Na época da crise, a companhia explicou que cerca de 60% de seus aplicativos críticos, incluindo sistemas de redundância, dependiam da plataforma Windows. Para restabelecer as operações, foi necessário reiniciar fisicamente aproximadamente 40 mil servidores.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.