EUA encerram investigação sobre apagão operacional da Delta após falha da Crowdstrike
Apesar do fim da investigação regulatória, a batalha judicial entre Delta e CrowdStrike segue em andamento

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT) encerrou a investigação sobre o colapso operacional que afetou a Delta Air Lines em julho de 2024, quando uma atualização defeituosa da empresa de cibersegurança CrowdStrike provocou uma pane global em sistemas Microsoft Windows.
Durante cinco dias, a Delta cancelou cerca de 7 mil voos e registrou mais de 10 mil atrasos, tornando-se a companhia aérea norte-americana mais impactada pelo incidente. A falha tecnológica afetou diversos setores ao redor do mundo, incluindo companhias aéreas, bancos e serviços de saúde.
Em comunicado, o DOT informou que concluiu que os passageiros da Delta receberam reembolsos de forma adequada, assistência para bagagens e suporte apropriado para viajantes com deficiência. Segundo o órgão, a investigação foi encerrada após a constatação de que a empresa atendeu todas as exigências.
“Após a análise, foi determinado que os passageiros da Delta receberam reembolsos imediatos, assistência adequada para bagagens e suporte apropriado para passageiros com deficiência”
DOT, em comunicado oficial
O órgão acrescentou que orientou a companhia a continuar garantindo assistência ao cliente e notificações rápidas sobre o direito ao reembolso. A Delta, por sua vez, comemorou a decisão. Em nota, a empresa afirmou que sua principal prioridade durante a crise foi cuidar de clientes e funcionários.
“Somos gratos ao Departamento de Transportes por reconhecer as circunstâncias catastróficas e sem precedentes que enfrentamos, bem como a forma como cuidamos dos clientes, incluindo milhões de dólares em reembolsos, hospedagem, alimentação e assistência com bagagens”, declarou a companhia.
Disputa judicial continua
Apesar do encerramento da investigação regulatória, a batalha judicial entre Delta e CrowdStrike segue em andamento. Em outubro de 2024, a companhia aérea processou a empresa de segurança cibernética em um tribunal da Geórgia, alegando que a atualização defeituosa causou prejuízos superiores a US$ 500 milhões.
O processo ainda tramita, embora, em 2025, a Justiça tenha rejeitado algumas das acusações mais graves apresentadas pela Delta. Na época da crise, a companhia explicou que cerca de 60% de seus aplicativos críticos, incluindo sistemas de redundância, dependiam da plataforma Windows. Para restabelecer as operações, foi necessário reiniciar fisicamente aproximadamente 40 mil servidores.