Frota global vai superar 50 mil aeronaves comerciais até 2045, estima Boeing
Estudo projeta duplicação do tráfego de passageiros e frota global 80% maior em 20 anos

A Boeing estima que a frota mundial de aviões comerciais ultrapassará 50 mil aeronaves até 2045, um crescimento de quase 80% em relação aos níveis atuais. A projeção faz parte da edição 2026 do CMO (Commercial Market Outlook), divulgada antes do Farnborough International Airshow, no Reino Unido.
Segundo o estudo, a demanda por viagens aéreas deverá dobrar nas próximas duas décadas, impulsionando a necessidade de 43.625 novas aeronaves entre 2026 e 2045. Desse total, cerca de metade será destinada à substituição de modelos antigos por aviões mais eficientes em consumo de combustível.
A fabricante afirma que fatores como o crescimento dos mercados emergentes, a expansão das rotas ponto a ponto e o aumento da carga aérea devem sustentar a evolução da demanda, apesar dos desafios de curto prazo enfrentados pela indústria.
Projeções para os próximos 20 anos
- 43.625 novas aeronaves serão entregues até 2045;
- 33.545 serão aviões de corredor único;
- 7.715 serão modelos de fuselagem larga;
- 930 serão cargueiros;
- O tráfego de passageiros crescerá, em média, 4% ao ano.
O levantamento também aponta que 55% das novas entregas serão destinadas a mercados emergentes e em desenvolvimento, como China, Oriente Médio, América Latina, Sul e Sudeste Asiático e África. Já as regiões consideradas maduras responderão pelos 45% restantes.
Outro destaque é a expansão das companhias aéreas de baixo custo, cuja frota deverá crescer cerca de 4% ao ano, acima da taxa projetada para as empresas tradicionais.
Malha aérea e transporte de cargas
Desde 2015, as companhias aéreas inauguraram quase 5,5 mil novas rotas diretas entre aeroportos, ampliando a malha aérea global em aproximadamente 30%. A Boeing destaca ainda o avanço das ofertas premium em mercados desenvolvidos e a expansão do modelo ultrabaixo custo em regiões emergentes.
No segmento de cargas, a fabricante prevê crescimento médio anual de 3,7% até 2045. A demanda continuará sendo impulsionada pelo comércio eletrônico internacional, pelo transporte de produtos de alto valor e pela necessidade de cadeias logísticas mais ágeis.