Pedro Menezes   |   17/07/2026 12:05

Tensões no Oriente Médio voltam a afetar aviação global com suspensão de voos

Companhias aéreas voltam a suspender rotas, alterar trajetos e reduzir operações na região

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Embora os principais hubs da região (Dubai, Abu Dhabi e Doha) permaneçam operando normalmente, o aumento dos riscos de segurança levou diversas empresas a revisar suas operações
Embora os principais hubs da região (Dubai, Abu Dhabi e Doha) permaneçam operando normalmente, o aumento dos riscos de segurança levou diversas empresas a revisar suas operações

A escalada das tensões no Oriente Médio, por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã, já voltou a impactar a aviação mundial, levando companhias aéreas de diferentes continentes a cancelar voos, suspender rotas e alterar trajetos que cruzam a região por razões de segurança.

A nova onda de interrupções ocorre após o fim de uma breve trégua diplomática entre EUA e Irã. Nos últimos dias, Washington voltou a ampliar sua ofensiva militar contra alvos iranianos, enquanto Teerã respondeu com ataques de mísseis e drones contra interesses americanos e países aliados no Golfo.

Embora os principais hubs da região (Dubai, Abu Dhabi e Doha) permaneçam operando normalmente, o aumento dos riscos de segurança levou diversas empresas a revisar suas operações. Em muitos casos, os voos estão sendo desviados para evitar o sobrevoo de áreas consideradas de maior risco.

Entre as empresas que já anunciaram mudanças em suas operações estão British Airways, Lufthansa, Cathay Pacific, KLM, Japan Airlines e AirBaltic, que estenderam cancelamentos ou suspenderam voos para destinos como Dubai, Abu Dhabi, Riad, Doha e outras cidades do Oriente Médio.

As companhias de Singapura também foram afetadas. A Singapore Airlines prolongou a suspensão da rota entre Singapura e Dubai até 24 de outubro, enquanto a Scoot cancelou os voos para Jeddah até 27 de julho.

Diante do agravamento da situação, a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) já orientou as companhias aéreas a evitarem o espaço aéreo de diversos países do Golfo pelo menos até 29 de julho, em razão do risco elevado decorrente das atividades militares na região.

Apesar das restrições operacionais, não houve fechamento generalizado de aeroportos. Ainda assim, passageiros devem se preparar para possíveis atrasos, alterações de horários, cancelamentos pontuais e tempos de viagem mais longos, resultado dos desvios de rota adotados pelas companhias.

Com informações do Travel Weekly Asia.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.