Anac suspende voos panorâmicos de quatro empresas que operam no Rio
Prefeitura do Rio também determinou que cinco empresas deixem de utilizar o heliponto da Lagoa

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu os voos panorâmicos de quatro empresas que operam no Rio de Janeiro após uma força-tarefa de fiscalização realizada na atividade. A medida ocorre após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no início do mês, que deixou quatro mortos.
As empresas suspensas são Voo Rio Panorâmicos (VRP), Broad Fly, Nobre Turismo e Mr. Top Fly. Segundo a Anac, nove empresas e 18 aeronaves foram fiscalizadas nesta etapa. Além das quatro empresas suspensas, nove aeronaves tiveram a operação interrompida. A agência informou ainda que outras três empresas autorizadas para voos turísticos no Rio ainda passarão por fiscalização.
Entre os problemas identificados estão possíveis fraudes nos registros dos diários de bordo, com omissão de minutos de voos panorâmicos, além de falhas no gerenciamento operacional e na manutenção das aeronaves.
A Prefeitura do Rio também determinou que cinco empresas deixem de utilizar o heliponto da Lagoa: Be Faster Serviços Aéreos, Bal Harbour, Nobre Turismo Aéreo, Infinity Serviços Aéreos e VRP. De acordo com o município, os termos de compromisso que permitiam o pouso no local não autorizavam essas empresas a realizar voos panorâmicos. Com as medidas, apenas a Helisul permanece autorizada a partir do heliponto.
Antes da operação de fiscalização, 12 empresas tinham autorização para realizar voos panorâmicos no Rio, envolvendo uma frota de 46 aeronaves. Dados da Associação Brasileira de Aviação Geral mostram ainda que a frota passou de 247 aeronaves em 2023 para 319 em 2026, crescimento de 29%. Em 2025, por exemplo, foram realizados cerca de 25 mil voos panorâmicos no Rio, média de aproximadamente 68 operações por dia.
Com informações do g1.