Embraer registra receita recorde de R$ 11,3 bilhões no 2º trimestre
Empresa entregou 65 aeronaves no período e elevou projeções de margem e fluxo de caixa para 2026

A Embraer registrou receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 10% sobre o mesmo período de 2025 e recorde para um segundo trimestre. A empresa também revisou para cima suas projeções financeiras para o ano.
O EBIT ajustado foi de R$ 1,5 bilhão, com margem de 13,4%. O fluxo de caixa livre ajustado, sem a Eve, chegou a R$ 2 bilhões no trimestre. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado pelo desempenho operacional, por entradas de caixa relacionadas a vendas e por um crédito tributário extraordinário.
Para 2026, a Embraer passou a projetar margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6%, ante previsão anterior de 8,7% a 9,3%. A estimativa de fluxo de caixa livre ajustado, sem a Eve, também subiu de US$ 200 milhões ou mais para US$ 400 milhões ou mais. A empresa citou ainda a isenção de tarifas e a evolução das perspectivas de negócios entre os fatores que contribuíram para a revisão.
Destaque para Aviação Executiva, que obteve receita de R$ 3,7 bilhões, alta de 19% sobre o segundo trimestre de 2025, impulsionada pelo aumento das entregas e pelo mix de produtos.
Entregas
A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre, alta de 7% sobre o mesmo período do ano passado e o maior volume para um segundo trimestre em 16 anos. No primeiro semestre, foram 109 aeronaves, 20% acima das 91 entregues nos seis primeiros meses de 2025.
A carteira de pedidos atingiu US$ 34,5 bilhões no fim do segundo trimestre. O valor representa crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2025 e marca o sétimo trimestre consecutivo de alta.
Para o mercado de Turismo, a Aviação Comercial registrou receita de R$ 3,2 bilhões no trimestre, queda de 2% na comparação anual. Segundo a Embraer, o resultado foi afetado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, que compensou o aumento no volume de entregas.