Grupo Lufthansa lucra mais de 100 milhões de euros no segundo trimestre
Receita do grupo, por sua vez, cresceu 8%, alcançando 11,1 bilhões de euros entre abril e junho de 2026

O Grupo Lufthansa divulgou os resultados operacionais e financeiros referentes ao segundo semestre de 2026, com destaque para um lucro operacional ajustado de 383 milhões de euros, impactado pelo forte aumento dos custos com combustível, apesar da demanda aquecida por viagens aéreas
A receita do grupo, por sua vez, cresceu 8%, alcançando 11,1 bilhões de euros entre abril e junho, impulsionada principalmente pelo segmento premium e pelas rotas para a Ásia.
Segundo a companhia, o aumento do preço do querosene gerou um custo adicional de cerca de 750 milhões de euros no período. Além disso, greves provocaram impacto financeiro de pelo menos 150 milhões de euros. Como consequência, o lucro operacional caiu significativamente em relação ao mesmo período de 2025, quando havia somado 870 milhões de euros, enquanto o lucro líquido recuou para 123 milhões de euros.
Apesar do cenário desafiador, a Lufthansa destacou que a demanda por viagens segue forte, especialmente nas classes premium. O CEO do grupo, Carsten Spohr, afirmou que os investimentos em produtos como Allegris, Swiss Senses e na renovação da experiência de bordo começam a gerar resultados, enquanto medidas de aumento de produtividade e renovação da frota fortalecem a competitividade da empresa.
Com isso, a Lufthansa passou a projetar um lucro operacional ajustado entre 1,7 bilhão e 2,2 bilhões de euros em 2026. Segundo a empresa, a elevada volatilidade do preço do querosene e a redução do prazo de antecedência das reservas tornam as projeções mais desafiadoras, embora a demanda continue resiliente e a disciplina de custos deva compensar parte das pressões sobre as despesas.
"Apesar da melhora contínua da nossa taxa de ocupação e do aumento significativo das tarifas médias, não conseguimos compensar totalmente a expressiva alta dos custos com combustível. A forte demanda global por viagens aéreas, especialmente nas classes premium, teve um impacto bastante positivo. Nossos investimentos em produtos premium, como o Allegris, o Swiss Senses e a modernização do serviço Fox, começam a dar retorno. Na marca Lufthansa, os três pilares do programa de recuperação já estão mostrando resultados: a renovação da frota e dos produtos avança de forma visível, a capacidade das eficientes Discover Airlines e Lufthansa City Airlines continua sendo ampliada, e a competitividade está sendo fortalecida por meio de diversas medidas de produtividade e eficiência"
Carsten Spohr, CEO do Grupo Lufthansa