Latam justifica escolha dos novos destinos do Embraer e mira mais 18 cidades para 2027
Novo jato será peça-chave para ampliar conectividade, fortalecer hubs e expandir malha doméstica

A entrada do Embraer 195-E2 na frota da Latam Brasil representa mais do que a abertura de novas rotas. De acordo com o CEO Jerome Cadier, a aeronave será o principal instrumento da expansão doméstica da empresa, permitindo alcançar mercados que antes não faziam sentido econômico, fortalecer a conectividade dos hubs e sustentar um novo ciclo de crescimento no País.
Com o Embraer, a Latam Brasil anunciou oito novas rotas e a operação total em 42 mercados domésticos nesta primeira fase que seguirá de novembro de 2026 até março de 2027.
Entre os destinos escolhidos pela Latam estão Guarulhos, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Manaus, Palmas, Uberlândia, Uberaba, Ribeirão Preto, Cascavel, Vitória, Juiz de Fora, além de quatro destinos inéditos como Cabo Frio, Ji-Paraná, Macaé e Rondonópolis.
As vendas dos voos começaram nessa quarta-feira (5), enquanto a segunda etapa da expansão, com outras dez aeronaves previstas para 2027, será anunciada posteriormente, de acordo com o próprio Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, que divulgou todas as novidades nesta semana.
Como a Latam Brasil decidiu pelos destinos do Embraer?

Cadier afirmou que a escolha dos primeiros destinos operados pelo E195-E2 foi baseada principalmente na demanda corporativa e na capacidade de alimentar os principais centros de conexão da companhia. Segundo o CEO, o novo equipamento permitirá conectar melhor cidades secundárias aos hubs da Latam, além de ampliar a eficiência da rede.
"Fomos buscar bases novas que têm uma demanda corporativa importante, seja do agronegócio, seja do Óleo & Gas, em alguns casos do Turismo, mas principalmente conectando melhor aos hubs da Latam. Com hubs mais fortes e bem conectados, cidades secundárias passam a ter uma conectividade muito melhor através do E2"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Cadier destacou que o E195-E2 é o equipamento que permitirá à companhia voltar a crescer em destinos domésticos após a forte expansão registrada desde a pandemia. Segundo ele, a Latam atendia pouco mais de 40 destinos antes da crise sanitária, ultrapassou a marca de 60 nos últimos anos e agora pretende continuar essa trajetória graças ao novo jato da Embraer.
"O que a Embraer nos permite, com o E2, é que esse número continue crescendo, mas sempre fazendo mais sentido para a nossa rede e oferecendo um produto mais atrativo para o viajante. O Embraer amplia nossa capacidade de operar destinos menores, mas também traz ganhos para mercados onde já atuamos. Uma cidade que hoje conta com um voo diário, por exemplo, pode passar a ter duas frequências", disse Jerome.
Ele citou como exemplo os passageiros de Rondonópolis que querem viajar para Barcelona. Hoje, os clientes precisam fazer três voos e passar mais de 20 horas viajando. Com a nova operação do Embraer, apenas uma conexão em Guarulhos será necessária, reduzindo o tempo total de jornada em 15 horas.
Expansão continua em 2027

A primeira fase da operação contempla as aeronaves que começam a chegar entre o fim de 2026 e o início de 2027, mas a companhia já trabalha na etapa seguinte. Segundo Cadier, a Latam estuda 18 cidades potenciais para a segunda fase da expansão, prevista para ser anunciada nos próximos três ou quatro meses.
O CEO ressaltou, no entanto, que isso não significa a abertura de 18 novos destinos. Isto porque cada mercado passa por uma análise detalhada envolvendo demanda corporativa, potencial de conectividade, qualidade do produto oferecido ao cliente e viabilidade operacional das pistas para o E195-E2.
Questionado sobre as 50 opções de compra previstas no contrato firmado com a Embraer, Cadier afirmou que ainda é cedo para qualquer definição. Segundo ele, a Latam só avaliará o exercício dessas opções depois que as primeiras aeronaves estiverem em operação e a companhia acumular experiência com o modelo.
"É muito difícil decidir sobre opções quando a gente nem começou a operar a aeronave. Essa decisão será analisada no momento adequado, conforme os prazos das opções forem chegando. O que sabemos é que, com essas incorporações, a Latam Brasil passará de operar em 44 aeroportos em 2019 para 67, consolidando a maior malha doméstica da nossa história"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil