American freia expansão da oferta no fim do ano em meio a alta do combustível
Estratégia da empresa é reduzir voos menos rentáveis e ajudar a sustentar tarifas mais altas no período

A American Airlines vai freiar parte da expansão de assentos que estava originalmente prevista para o fim do ano, principalmente em dezembro, diante da forte alta nos preços do combustível de aviação. A informação foi confirmada pelo diretor financeiro da companhia, Devon May, nesta semana.
Segundo May, o preço do combustível considerado nas projeções para o quarto trimestre subiu cerca de US$ 1 por galão nas últimas quatro semanas. Para a American, cada aumento de US$ 0,01 por galão representa cerca de US$ 10 milhões adicionais em custos trimestrais.
Com isso, a alta recente pode acrescentar cerca de US$ 1 bilhão às despesas com combustível no quarto trimestre. A estratégia, portanto, é reduzir voos menos rentáveis e, ao mesmo tempo, ajudar a sustentar tarifas mais altas diante do aumento dos custos. "Seguiremos ajustando a capacidade para o fim do quarto trimestre considerando o que está acontecendo com o combustível", afirmou May.
Antes dos novos ajustes, a American tinha programado um aumento de 11,2% na capacidade doméstica em dezembro, na comparação anual. O crescimento previsto estava bem acima dos 3,8% programados, em média, pelas companhias aéreas dos Estados Unidos para o mercado doméstico no mês.
É bom frisar que a companhia não é a única a rever os planos. United Airlines, Southwest Airlines e Alaska Airlines também anunciaram ou sinalizaram cortes nas projeções de capacidade para o quarto trimestre. A Alaska, por exemplo, reduziu seu crescimento previsto de 2,1% para 1,1%.
Além disso, a pressão sobre a capacidade não deve ficar restrita à temporada de fim de ano. May afirmou que, caso o combustível permaneça em níveis elevados, a American deverá crescer menos em 2027 do que o Conselho de Administração esperava três ou seis meses atrás.
Com informações da TravelWeekly.