Grupo Latam lucra US$ 441 milhões no 3T26, alta de 16,3% apesar da crise de combustível
Números no período mostram a força e a resiliência do modelo de negócios, segundo o CEO Jerome Cadier

O Grupo Latam divulgou nesta terça-feira (3) os resultados do terceiro trimestre de 2026, revelando um lucro líquido de US$ 441 milhões, alta de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional chegou a US$ 4,567 bilhões, crescimento de 18,4% na comparação com o 3T25, enquanto o EBITDA ajustado foi de US$ 1,095 bilhão. Já o resultado operacional ajustado alcançou US$ 573 milhões, com margem operacional ajustada de 12,5%, ante 18,1% no terceiro trimestre.
Segundo o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, os números no período mostram a força e a resiliência do modelo de negócios que o grupo vem exercendo neste período de crise de combustível global que chega a sete meses.
“Nosso modelo é resiliente, suporta choques bastante relevantes, como esta crise. E no que ele está calcado? Em produto, na satisfação do passageiro, no cuidado da nossa operação, em bons números de NPS. Mesmo em um trimestre desafiador, apresentamos um resultado bastante positivo”
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Entre os desafios citados por Cadier e pelo pelo CFO do Grupo Latam, Ricardo Bottas, em call com imprensa, estão, principalmente, custos mais elevados com combustível, cujo preço médio subiu 52,1% em relação ao mesmo período do ano passado, gerando um impacto de aproximadamente US$ 520 milhões.
O grupo atualizou suas projeções para o ano de 2026, elevando a estimativa de receita para uma faixa entre US$ 17,6 bilhões e US$ 17,8 bilhões. A expectativa é alcançar um EBITDA ajustado entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,05 bilhões, considerando o preço do combustível a US$ 180 por barril no quarto trimestre de 2026.

Solidez financeira e melhora na classificação de risco
A Latam encerrou ainda o terceiro trimestre com liquidez de US$ 4,446 bilhões, equivalente a 26,4% da receita dos últimos 12 meses, e alavancagem líquida ajustada de 1,5 vezes.
Recentemente, a companhia recebeu reconhecimentos externos que validam a solidez de seu perfil financeiro. A S&P Global Ratings e a Fitch Ratings elevaram sua classificação de risco de BB para BB+, ambas com perspectiva estável. Com isso, os dois títulos de dívida garantidos da aérea alcançaram classificação BBB-, grau de investimento.
Renovação da frota
Ao fim de setembro, o grupo contava com uma frota de 390 aeronaves. Durante o trimestre, incorporou sete novos aviões: três Airbus 320neo, três Airbus 321neo e um Boeing 787-9, como parte de sua estratégia de renovação e modernização da frota.
O mês de outubro marcou o recebimento das duas primeiras aeronaves Embraer E195- E2 da Latam Brasil, representando um importante avanço com a incorporação de um novo modelo à frota do grupo. A entrega dá início à incorporação das 14 aeronaves previstas para a fase inicial das operações, que começará em 30 de novembro e abrangerá 42 rotas no mercado doméstico da companhia aérea.