Ásia-Pacífico terá 1/3 de novos pilotos nos próximos 20 anos

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Divulgação/CAE
Demanda por funcionários da aviação na Ásia-Pacífico será a maior do globo nos próximos 20 anos: 240 mil novos pilotos
Demanda por funcionários da aviação na Ásia-Pacífico será a maior do globo nos próximos 20 anos: 240 mil novos pilotos

A região Ásia-Pacífico será a maior demanda global por funcionários da aviação civil nos próximos 20 anos. De acordo com a pesquisa Boeing Pilot & Technician Outlook 2018, divulgada nesta semana, a região deve corresponder por 33%, ou um terço, da demanda global de pilotos, além de 34% dos técnicos de aviação e 36% da tripulação de cabine.

De acordo com a Boeing, o estudo está intimamente ligado às projeções de novas entregas de aviões em todo o mundo. Assim como a demanda de pessoal, Ásia-Pacífico lidera os pedidos de aviões comerciais nos próximos 20 anos: 42% de todas as entregas de aeronaves de passageiros neste período serão feitas às aéreas da região.

Além da representatividade da demanda, a fabricante revelou em números sua previsão de quantos funcionários ligados a aviação devem ser contratados para a região Ásia-Pacífico nos próximos 20 anos. Apenas para o cargo de pilotos da aviação comercial, por exemplo, deverão ser feitas 240 mil contratações - 12 mil novos pilotos por ano ou mil por mês, em média.

Já a demanda por técnico de manutenção de aviões comerciais ficou em 242 mil, também para os próximos 20 anos (12,1 mil por ano), enquanto a tripulação de bordo da região precisará de 317 mil novos funcionários no mesmo período (15,8 mil novos tripulantes anualmente).

Ou seja, no total de pilotos, técnicos e tripulantes, 799 mil pessoas ligadas ao setor aéreo precisarão ser contratados na Ásia-Pacífico no período calculado.

As perspectivas, se forem incluídos também os mercados de helicópteros e aviação executiva da região, para 261 mil novos pilotos, 257 mil novos técnicos e 321 mil novos tripulantes de cabine no período de duas décadas.

Mais da metade dos novos pilotos de aviação comercial deve ir para China: 128,5 mil em 20 anos. O país precisará também de 126,7 mil novos técnicos e 147,2 mil tripulantes.

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